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11 de outubro – Dia do Deficiente Físico(Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

Em 11 de outubro é comemorado o Dia do Deficiente Físico. Trata-se de uma data importante para 9 milhões de cidadãos brasileiros, suas famílias, amigos e a sociedade. Neste dia, a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) alerta sobre a necessidade de prevenir doenças e acidentes causadores de paraplegia e tetraplegia e ressalta a importância da inclusão social.
De acordo com dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há hoje, no Brasil, 24,6 milhões de pessoas portadoras de deficiências (PPDs). Destas, mais de 9 milhões são portadoras de algum tipo de deficiência física. Assim, para a AACD, 11 de outubro é data importante para a conscientização da sociedade. A entidade, além de reabilitar seus pacientes, luta por sua inclusão social.

O maior escultor do Brasil – Antônio Francisco Lisboa – era deficiente físico (deformado das pernas e das mãos). O maior presidente que os EUA já tiveram– Franklin Delano Roosevelt – era deficiente físico (paralítico). Um dos maiores movimentos artísticos do mundo, sediado na Holanda – os Pintores de Boca e Pé – é formado de deficientes físicos (homens e mulheres sem mãos ou sem braços). Beethoven, o maior compositor de todos os tempos, era deficiente físico (surdo). O magnífico compositor e cantor Stevie Wonder é deficiente físico (é privado da visão), o mesmo mal que afetou o maior escritor argentino, Jorge Luis Borges. O maior físico teórico do mundo, no campo da cosmologia – Stephen Hawking – é deficiente físico (sofre de esclerose amiotrópica que, desde os 20 anos de idade, deixou-o numa imobilidade quase total da cabeça aos pés).

Mas, tal como no caso dos deficientes físicos, a grande maioria não chegou lá, a grande maioria está presa a uma cama ou a uma cadeira de rodas ou até da caridade pública.

O deficiente físico não é um inválido, pois é capaz de trabalhar e ter uma vida normal, dentro de suas limitações. Na sociedade, porém, ele se defronta com muitos problemas. Um deles é o preconceito, que dificulta sua inclusão. O outro problema é a falta de infraestrutura para sua locomoção nas ruas, nos transportes públicos e nos lugares públicos. Embora haja leis que lhe garantam direitos, é preciso muito empenho por parte da pessoa com deficiência para que ela seja respeitada como cidadã, pelas autoridades e pela comunidade.

A Associação de Deficientes Físicos do Amazonas (ADEFA) ganhou destaque entre as propostas aprovadas na reunião do Conselho de Desenvolvimento Humano – CDH, realizada no dia 10 de outubro de 2005.

Na mesma reunião, foram aprovados mais seis projetos, os quais receberam investimentos do Governo do Amazonas, por meio do Fundo de Desenvolvimento Humano (FDH). Foram mais de R$ 1,4 milhões investidos, que beneficiaram 9.253 pessoas, das quais 1.045 são da capital e mais de 8.200 são do interior.

“A ADEFA desempenha um trabalho exemplar e atende um grande número de pessoas. Esse investimento representa nosso incentivo para que ela continue funcionando e ajudando as pessoas”, enfatizou D. Sandra Braga, presidente do CDH.

Desde que foi implantada há 29 anos, a ADEFA luta para a inclusão social dos portadores de deficiência, que somam mais de 400 mil no Amazonas. Para isso, a associação possui em sua estrutura diversos setores como: Centro de Reabilitação; Departamento de Órtese e Prótese; Centro de qualificação profissional em Informática; Departamento de Recursos Humanos para encaminhamento ao mercado de trabalho; e ainda beneficia os associados com medicamentos e cestas básicas.

Na área de esportes, o Departamento de Atividades Paradesportivas desenvolve, em parceria com a Vila Olímpica, cinco modalidades: basquete, halterofilismo, tênis de mesa, natação e atletismo.

Que as nossas autoridades e empregadores se conscientizem pelo  fato de que vale a pena dar todas as oportunidades aos deficientes físicos porque, como foi dito, eles têm uma força interior que, açulada por seu sofrimento, se agiganta bem acima de qualquer obstáculo ou empecilho. Deem-lhes a oportunidade de serem cidadãos plenos, não por serem deficientes, mas porque sua deficiência é compensada pela garra que têm.(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

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