Colunas Tefé minha saudade

15 de junho: Aniversário da cidade de Tefé (Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(Am)
Professora Raimunda Gil Schaeken(Am)
Redação
Escrito por Redação

Não poderia deixar de registrar o dia 15 de junho, data festiva e histórica, para todos nós tefeenses.
Pela Resolução Provincial n. 44, de 15 de junho de 1855, a Vila de Ega foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Tefé. São, portanto, 160 anos de cidade.

Ega significava para os lusos, terra de promissão e Tefé, palavra do Nheengatu, traduzia Rio Profundo. Vem de  Tapi, Tepé, Tephé, Teffé e, finalmente Tefé, derivada de uma extinta tribo de índios Tupebas ou Tapibas.

Lembramos que esse dia, anos atrás, era celebrado com muita festa pelos tefeenses, ocasião em que havia desfile escolar pelas principais ruas da cidade, relembrando fatos históricos alusivos a essa data magna. Nas Escolas, eram realizados concursos de poesias, redações e desenhos; cantávamos com orgulho o nosso Hino que retrata muito bem a nossa história e as nossas belezas naturais.

Hoje, apenas as boas lembranças, e nos perguntamos, o que estará acontecendo com a nossa Princesinha do Solimões?

No final da década de 80, líderes políticos, funcionários públicos, entre os quais, professores e bancários do Banco do Brasil, em passeatas, cantavam com euforia o samba de autoria do meu amigo Celso Mendes: TEFÉ, DEUS NÃO TE ABANDONOU, reivindicando a melhoria no abastecimento da água, energia elétrica, entre outros problemas existentes. “…Hoje está tudo mudado, mesmo assim eu acredito que Deus não te abandonou. Falta água, falta luz, falta gás e gasolina, falta tudo, meu Senhor.
Onde está a PRINCESINHA, antigamente conhecida a CAPITAL DO INTERIOR”.

Vamos resgatar o que de fato é nosso, da nossa querida Tefé, berço de muitas famílias e de filhos ilustres. Resgatar os nossos valores, princípios morais, religiosos e cívicos que foram ensinados pelos nossos antepassados. É triste ouvirmos dizer: Tefé é a cidade do “já teve”. Portanto, vamos lutar para que as nossas tradições sejam preservadas e respeitadas e que o nosso povo possa desfrutar de dias melhores.

Mesmo sofrendo ou sorrindo, Tefé sempre confiará na altivez de seus filhos Escritores, Advogados, Médicos, Engenheiros, Arquitetos, Promotores, Juízes de Direito, Religiosos e Religiosas, bons profissionais e, sobretudo, grandes mestres e educadores, formados pelos Padres da Congregação do Espírito Santo e pelas Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria, pioneiros da educação em Tefé.

Cantemos sempre em alta voz o nosso Hino que, retrata a nossa belíssima história.

Hino de Tefé
Letra e música do tefeense padre Manuel Cauper cssp.

Aos apelos da voz do passado,
Nossas almas erguidas de pé;
vêm cantar-te num preito sagrado
Ó cidade gentil de Tefé.

Tua história de lutas ingentes
Foi um facho de vivo clarão,
A brilhar sobre as matas virentes
Deste vasto e formoso rincão

Refrão

Do Amazonas, Comuna altaneira,
És princesa do Rio Solimões,
Salve! Salve! Tefé sobranceira!
Tens os nossos fiéis corações!

Sobranceiro ao teu lago formoso,
Entre as praias e matas em flor;
Tu plantaste um padrão glorioso
De progresso, de fé, de labor.

O teu povo de grande nobreza,
É leal, tem altiva cerviz;
Sob o manto de Santa Teresa,
Vive honrado, contente e feliz.

(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

Comentários

comentários

Deixe seu comentário

error: Ops! não foi dessa vez.