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15 de Maio: Pentecostes, Festa Móvel – 50 dias após a Páscoa(Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

Nesse dia, celebramos a Solenidade de Pentecostes como coroamento das celebrações pascais. É um belo momento de celebrar, conhecer melhor e viver melhor a ação do Espírito Santo, que nos foi dado para levar a efeito em nós e no mundo o fruto da Ressurreição.
A palavra Pentecostes vem do grego antigo e significa apenas um numeral (quinquagésimo).

No Antigo Testamento o Pentecostes era uma das festas em que todo israelita tinha que comparecer diante de Javé, assim nos dizem os livros Êxodo e Deuteronômio. E no Código da Aliança é chamada a “festa da colheita” ou “festa das primícias da colheita do trigo”, como também “festa das semanas”, porque era celebrada sete semanas depois da festa dos ázimos (a memória da passagem – páscoa – do Povo de Israel pelas águas do mar Vermelho). Mais tarde, foi dado até o nome de “festa do quinquagésimo dia”, pois era celebrada 50 dias depois da oferta do primeiro molho de espigas de cevada. Pentecostes era, essencialmente, uma festa de colheita, e, por conseguinte, uma festa alegre e de ação de graças. A essa festa originariamente agrária deu-se mais tarde um sentido histórico. Os judeus, pelo menos no século II depois de Cristo interpretaram-na como sendo a comemoração da promulgação da lei mosaica no Sinai.

No primeiro Pentecostes após a morte de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo. O Pentecostes do Novo Testamento é considerado a partir daí o nascimento da Igreja de Jesus (cf. Atos 2,1-13). (Fonte: Dicionário enciclopédico da Bíblia).

Povos cristãos ou não são impelidos pelo Espírito Santo, que é luz, força e vida, para Deus e para a construção de um mundo mais humano e fraterno.

Crer no Espírito Santo, entretanto, não é só crer na existência de uma terceira pessoa na Trindade, mas crer também na sua presença entre nós, em nosso próprio coração. Crer no Espírito Santo significa bendizê-lo, adorá-lo e glorificá-lo em nós mesmos e no outro.

Segundo o padre Antônio Clayton Sant’Anna, C. Ss. R, hoje, toda comunidade cristã vive do Pentecostes. O Espírito age conosco do mesmo modo que na Trindade, ensina a teologia. Ele nos alenta na comunhão e reciprocidade do amor a Deus e aos irmãos e nos convoca a sermos sacramento e sinal da comunidade. Sem isso não existe Igreja nenhuma! Nem ministérios leigos, pastorais, catequese, carismas etc.

No Brasil, a religiosidade popular é muito grande. Temos as festas populares do Divino. Divino é um dos nomes populares com que o povo brasileiro chama e invoca o Divino Espírito Santo.(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR)

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