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18 de abril-Dia Nacional do Livro Infantil e de Monteiro Lobato(Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

Este dia foi escolhido em homenagem à data de nascimento de José Bento Monteiro Lobato (1882), a quem é atribuída a honra e o mérito de criar a literatura infantil no Brasil.
Até a metade do século XVII, quando na Europa começa a aparecer a literatura infantil, os livros destinados às crianças e aos jovens tinham sempre um objetivo didático e de formação, não levando em conta a imaginação e a mentalidade infantil. Mesmo as fábulas de Esopo e de Fedro tinham sempre um objetivo moral. Tanto é que até hoje se repete a expressão: “Qual é a moral da fábula”?

Os autores da literatura infantil encontraram um vasto campo na descoberta e utilização de contos, tradições e lendas mais remotos.
Há quem comemore no dia 12 de abril, o Dia Internacional do Livro Infantil, data do nascimento de Hans Christian Andersen, o mais famoso escritor dinamarquês e criador da literatura infantil. Seus livros foram, traduzidos em quase todas as línguas e continuam encantando as crianças do mundo inteiro. Quem não conhece “A roupa nova do rei”, “O patinho feio”, “A sereiazinha, “Os cisnes selvagens”, “A vendedora de fósforos”, “A rainha da neve”?! Ele faleceu em 1875, aos 75 anos de idade.

Em 1918, Monteiro Lobato publicou o livro “Urupês” e depois Cidades mortais, destacando o interior brasileiro. No mesmo ano alcançou grande sucesso literário ao criar tipos regionalistas que até hoje são conhecidos. Um deles é o Jeca Tatu, cujo nome designa o roceiro indolente e apático.

Em seguida, começou a desenvolver sua obra voltada ao público infantil. Ao contrário dos clássicos estrangeiros, não recriou contos de outros escritores. Ele criou suas próprias histórias e construiu um universo caracterizado por um cenário natural – enriquecido pelo folclore brasileiro – em que os problemas do Brasil eram, pela primeira vez, levados para crianças. Desenvolveu personagens fixos, como: Narizinho, Pedrinho, Emília, Dona Benta, visconde de Sabugosa, Tia Anastácia, Tio Barnabé e Rabicó.

Sus livros são conhecidos e admirados até hoje: Reinações de Narizinho (com 11 histórias), Caçadas de Pedrinho, Emília no país da gramática, O saci, Viagem ao céu. Nesses e em outros livros, as conhecidas e queridas personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo, Pedrinho, Narizinho, a boneca Emília, Tia Nastácia e D. Benta viajam com o leitor pelo mundo da linguagem, da ciência, da história, do folclore e da imaginação.

JOSÉ BENTO MONTEIRO LOBATO – Nasceu em Taubaté, Estado de São Paulo, a 18 de abril de 1882 e faleceu a 4 de julho de 1948.  Grande nacionalista, defensor da indústria brasileira, precursor da exploração de petróleo no Brasil, jornalista, escritor fecundo. Escreveu artigos para o jornal sobre os problemas do homem rural do Brasil. Criou a famosa figura do JECA TATU, protótipo do caboclo brasileiro desamparado pelos poderes públicos. Desenvolveu grandes campanhas em relação ao petróleo, acabando por ser preso por isso, durante a vigência do Estado Novo de Getúlio Vargas.

Pode-se dizer que foi graças a ele que se criou o monopólio estatal do petróleo. O dia do seu nascimento é comemorado não apenas pelas crianças admiradoras incondicionais de suas estórias, como ainda por todos aqueles que querem um Brasil livre da exploração estrangeira.(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

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