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2 de novembro: Dia de Finados (Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

No dia 2 de novembro, somos convidados a viver uma comunicação particular com os nossos finados. Na fé e na oração restabelecemos os laços familiares com eles, que nos olham, acompanham e nos assistem. Eles já veem o Senhor “Assim como Ele é”, e por isso incentivam-nos a prosseguir o caminho, aliás, a peregrinação que nos resta ainda a percorrer nesta terra.
Esse é o dia de visitar e enfeitar os túmulos. Pouco importa se os túmulos são monumentais ou humildes, se neles há muitas ou poucas flores, uma ou centenas de velas acesas. Interessa que a memória de quem neles descansa seja abençoada pelos exemplos e pelas lições que nos deixou.

Há mais de um milênio que o dia 2 de novembro é dedicado à lembrança aos mortos. A iniciativa partiu do Mosteiro Beneditino de Cluny, onde o abade Odilon, em 998, determinou que os sacerdotes dos mosteiros celebrassem missas e orassem por todos os defuntos. Em pouco tempo, essa piedosa prática ganhou todos os recantos da cristandade.

O mês de novembro e, em especial, esse dia nos fazem meditar sobre a morte. Não há no mundo pessoa que, em algum momento de sua vida, não se tenha deparado com o mistério da morte. A morte é apenas um estágio da nossa vida: nascemos, crescemos, morremos. Embora a morte seja algo natural, ela nos assusta. Entretanto, temos de aceitar a nossa morte e a morte das pessoas que amamos. Dizer como São Francisco que exclamou quando estava morrendo: “Seja bem-vinda, irmã morte”.

O desejo irresistível de sobrevivência, dentro de cada um de nós, leva-nos a esperar que o momento da morte nunca chegue para nós. Doce ilusão! Todavia, esse sentimento de viver para sempre é também natural quando é iluminado pela razão e pela fé.(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

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