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21 a 28 de agosto: Semana Nacional do Excepcional(Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação
Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)

                                             Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)

A semana do excepcional é um evento realizado desde 1964 em todo País pela Federação Nacional das Apaes, sempre sendo feito entre os dias 21 e 28 de agosto. O principal objetivo da semana é mostrar para a comunidade a importância do atendimento à pessoa portadora de deficiência. É uma grande mobilização nacional que visa ações de conscientização e intensas atividades sociais, culturais, religiosas e cívicas para reflexão e concretização da garantia dos direitos e cidadania da pessoa com deficiência.
As crianças excepcionais são, com frequência, agrupadas para facilitar a comunicação entre os profissionais:
1. Desvios mentais: crianças intelectualmente superiores ou intelectualmente inferiores;
2.  Deficiências sensoriais: crianças com deficiências auditivas e/ou deficiências visuais;
3.  Desordens de comunicação: crianças com distúrbio emocional e/ou desajustamento social;
4.  Deficiências múltiplas e graves: crianças com paralisia cerebral e retardamento mental, surdez e cegueira, deficiências físicas e/ou intelectuais graves.

A primeira iniciativa, no Brasil, de congregar pais de “excepcionais” e outras pessoas interessadas em apoiá-los ocorreu no Rio de Janeiro, empreendida por Beatrice Bemis, membro do corpo diplomático norte-americano e mãe de uma pessoa portadora da síndrome de Down.

Motivado por aquela cidadã, um grupo, congregando pais, amigos, professores e médicos de pessoas portadoras de deficiências, fundou a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais: APAE do Brasil. A reunião inaugural do Conselho Deliberativo ocorreu em março de 1955, na sede da Sociedade Pestalozzi do Brasil, no Rio de Janeiro.

De 1955 a 1962, surgiram outras APAEs.

A Federação Nacional das Apaes foi fundada em 1962 com o objetivo de organizar e defender o conjunto das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). É uma sociedade civil, filantrópica, de caráter cultural, assistencial e educacional, sem fins lucrativos, e tornou-se o maior movimento filantrópico no Brasil e o segundo do mundo na busca permanente de tornar melhor as condições de vida da pessoa portadora de deficiência, e, principalmente, assegurar-lhe o desenvolvimento e os direitos de cidadão. Adotou-se como símbolo a figura de uma flor ladeada por duas mãos em perfil, desniveladas, uma em posição de amparo e a outra de orientação.

Vamos todos, de mãos dadas, lutar por uma sociedade verdadeiramente democrática, que possibilite a educação sem restrições, em obediência à Constituição Federal, que preceitua em seu artigo 3o, incisos I e IV: “construir uma sociedade livre, justa e solidária”; “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

N.B.: Há quem comemore, apenas o Dia do Excepcional em 22 de agosto.(Raimunda Gil Schaeken é Professora aposentada, Tefeense, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas –ALCEAR.)

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