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25 De Julho: Dia Nacional do Escritor (Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

Para quem por acaso não sabe, 25 de julho foi definido como o  Dia Nacional do Escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado, naquele ano, pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado.
No Dia do Escritor comemoramos a solidão diante da palavra, a verdade, o medo, a alegria e o amor indizíveis de só saber escrever.

É muito raro gozar do convívio ou ter a oportunidade de ouvir uma pessoa de grande cultura, de grande inteligência, de grande talento ou de alguém que tenha uma mensagem, um ensinamento ou uma experiência de vida para transmitir. Mas todos nós temos a oportunidade, senão do contato ou de ouvir, pelo menos de ler as palavras da maioria desses missionários da sabedoria ou da emoção depois que eles, pela compulsão irresistível de transmitir o que sabem ou pensam ou sentem, escrevem livros, tornam-se escritores.

O escritor convence graças ao poder de sua paixão pela palavra, e não prioritariamente pela paixão que dedique a uma causa. Ou melhor, a sua causa sempre foi e será a palavra, caminho e céu de todas as causas. E de todas as paixões.

Que privilégio poder ler e refletir sobre o que leu e voltar a ler o melhor do que esses homens e mulheres extraordinários dizem hoje ou disseram há anos, décadas ou séculos, nos melhores de seus momentos, no auge de sua inspiração, nos extremos de sua compulsão de transmitir o que seus cérebros ou seus corações ditaram nas ocasiões de êxtase em que o ditaram.  Jamais poderemos ouvir ou ver Platão, Camões, Goethe ou Machado de Assis, mas podemos lê-los e relê-los a qualquer hora e em qualquer dia, podemos tê-los em nossa companhia, como se suas palavras estivessem ao alcance de nossos ouvidos e sua presença ao alcance de nossa vida, pois, se como homens já morreram, como escritores continuam vivos no legado de sabedoria ou de emoção que nos deixaram.

O Estado do Amazonas brinda-nos com grandes nomes, representantes fiéis de nossa literatura: Álvaro Maia, Fábio Lucena, Max Carphentier, Márcio Souza, Arthur Reis, Mário Ipiranga, Arthur Engrácio, Epaminondas Barahuna, Armando Menezes, Orange Cinque, Robério Braga, Tenório Telles, José Seráfico, Arlindo Porto, Raimundo Colares Ribeiro, José Saldanha, Gaitano Antonaccio, Ruth Prestes Gonçalves, Rene Costa Menezes de Souza, Urias Sérgio de Freitas, Leonardo Mississipe, Pedro Lucas Lindoso, Júlio Antonio Lopes, Francisco Linhares, Moacir Andrade, Almir Diniz, Abrahim Baze, Cecília Maria Rodrigues de Souza, Paulo Queiroz, Orígenes Martins, José Coelho Maciel, Ozório Fonseca, Irene Borges, entre outros.

Em Manaus, existe a ASSEAM (Associação dos Escritores do Amazonas) e a ALCEAR (Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas).

O Dia do Escritor foi celebrado no Espaço Cultural Francisco Antonaccio, Rua  Monsenhor Coutinho, 527. Foi uma festa bonita com a participação de muitos escritores, apresentação de “CHORINHOS”, mesa farta com direito ao bolo e o canto Parabéns a você. Na ocasião, o escritor Júlio Antonio Lopes enriqueceu o evento falando sobre ‘Liberdade de Expressão”.

Parabéns aos nossos escritores e em particular os incentivadores e animadores do grupo: Dr. Gaitano Antonaccio, Raimundo Colares Ribeiro, Ozório Fonseca, presidente da ALCEAR e  Leonardo Mississipe, presidente da ASSEAM. (Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

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