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27 de março: Dia da Páscoa (Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AN)
Redação
Escrito por Redação

A Páscoa é uma festa religiosa celebrada tanto pelos judeus como pelos cristãos. É a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na Bíblia. A Páscoa não tem data fixa. No hemisfério sul é celebrada no primeiro domingo após a lua cheia de outono. Pode cair entre 22 de março e 25 de abril, e a semana que a antecede é chamada Semana Santa.
A palavra Páscoa deriva de um termo hebraico (Pêssach) que significa PASSAGEM (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando-os. Ex 12:27). É uma FESTA instituída por Deus como um memorial para que os filhos de Israel jamais se esquecessem que foram escravos no Egito, e que o próprio Deus os libertou com mão poderosa, trazendo juízo sobre os deuses do Egito e sobre Faraó. (Ex 12).

Para os antigos pastores, a Páscoa significava a passagem de uma estação para outra, era a festa da chegada da primavera, quando a vida renascia na terra. Mais tarde, a festa foi relacionada com a experiência do povo de Deus, recordando a noite em que o Senhor passou como exterminador para ferir as pessoas que moravam nas casas sem a marca do sangue do cordeiro. Páscoa significava, então, “Deus que passa”. Para os judeus, a Páscoa significa a libertação dos hebreus do cativeiro no Egito, onde foram escravos por 400 anos, aproximadamente, e a travessia para a Palestina, sob a liderança de Moisés, isto é, a lembrança do Êxodo e da Aliança, com o sentido de libertação (Êxodo 12).

Para os cristãos, a Páscoa representa a Gloriosa Ressurreição de Cristo, considerada a maior solenidade do ano eclesiástico. É a festa da passagem da morte para a Vida, das trevas para a luz, do luto para a festa, do mundo para Deus. É também a celebração da libertação (Mateus 26,17-29). Com sua Paixão, Morte e Ressurreição, Cristo nos liberta do mal, do pecado e da morte. Ele nos faz renascer para uma vida nova em seu amor.

Por decreto do Concílio de Niceia (ano de 767), o dia da Páscoa, do qual dependem todas as festas móveis da Igreja Católica Romana, deve ser celebrado no domingo, depois da primeira lua cheia da primavera (entre nós, outono). O estabelecimento da festa da Páscoa remonta às origens do Cristianismo. O 4º Concílio de Latrão, em 1215, ordenou a todos os cristãos em idade própria comungar, ao menos uma vez em cada ano, de preferência na época da Páscoa.

OS SÍMBOLOS DA PÁSCOA:
O Círio Pascal: representa a luz de Cristo, pois o próprio Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo”! No círio há duas letras gregas, o alfa e o ômega. O alfa representa o princípio e o ômega, o fim, uma vez que Jesus falou também: “Eu sou o princípio e o fim”. Na grande vela há quatro algarismos do ano em curso, simbolizando a presença viva de Jesus Ressuscitado no meio da humanidade.

O Cordeiro: No Antigo Testamento foi o símbolo da Primeira Aliança entre Deus e Moisés. Lembra a libertação do povo do Egito em que cada família devia pegar um cordeiro e no quarto dia do primeiro mês do ano levá-lo para imolar e com seu sangue passar nos batentes das portas das casas e depois comer a sua carne assada com pão sem fermento e ervas amargas (Ex 12, 1-14). No Novo Testamento, Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e oferece a sua vida pela humanidade.

A Cruz: A morte na cruz era um castigo comum entre os romanos. Era humilhante para os condenados. Jesus, ao morrer na cruz, deu à humanidade mais uma lição de humildade, por isso a cruz relembra que Jesus venceu a morte e, glorioso, passou a viver seu Reino de Justiça e de Paz, onde todos têm seu lugar.
O Coelho: São animais que se reproduzem com extrema facilidade e em grande quantidade. Vem daí a identificação com a vida abundante, um ciclo que se renova todos os anos. E é por isso que se relembra a Páscoa: a Ressurreição de Jesus, que traz consigo um novo tempo de paz e de esperança a toda a humanidade.
O Ovo: É símbolo de vida nova, de vida que está para nascer. Daí sua associação à Páscoa: a Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida, a redenção da própria humanidade e a promessa de um futuro cheio de alegria e felicidade para os que têm fé e esperança.

Hoje em dia, é uma festa muito popular. Adultos, crianças, parentes e amigos trocam entre si principalmente ovos e coelhos de chocolate, como expressão de afeto mútuo.

A indústria do chocolate surgiu na Europa, em 1834. Os ovos enfeitados com fitas e papel colorido surgiram no início do século XX.

“A ressurreição de Cristo nos trouxe a esperança e a certeza de que também nós ressuscitaremos para a vida eterna”.FELIZ PÁSCOA!

(Raimunda Gil Schaeken – (Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

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