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A humilhante goleada de “7 A 1” completa um ano – por Garcia Neto

Garcia Neto é jornalista e professor universitário.
Redação
Escrito por Redação

Depois de 64 anos de espera, a torcida brasileira sonhava com o término da maldição de 1950, mas não foi possível. A equipe canarinho foi humilhada pela Alemanha: 7 a 1. Oscar fez o gol de consolação bem no final do jogo. De lá para cá o sentimento é de inferioridade.
A seleção brasileira comemora hoje o primeiro aniversário desse inesquecível massacre. Depois de conquistar pela 5ª vez o título mundial na Coréia do Sul/Japão, em 2002, vencendo a mesma Alemanha por 2 a 0, a seleção perdeu de vez fôlego e prestígio, foi se estagnando até perder completamente o respeito.

 

A camisa amarela não amedronta mais os adversários, e hoje se nivela por baixo e precisa evoluir para acompanhar Alemanha e outras potências do futebol mundial.

 

O Brasil precisa repensar sua atual significação no futebol. Como se não bastasse, pouco se aprendeu com os sucessivos fracassos. O futebol brasileiro é o mais ridículo do mundo. No ranking da FIFA, ocupa a posição de número 14, e muitos maníacos e fanáticos ainda dizem que “somos o país do futebol”, ignorando que mais que nós estão o Paraguai, México, República Dominicana, Somália, Mongólia.

Ajoelhado diante do adversário...

Ajoelhado diante da superioridade do adversário…

No Brasil, a maior torcida é a dos desinteressados, depois vem as do Flamengo e Corintians, enquanto na Argentina os desinteressados aparecem depois das torcidas do Boca Juniors e River Plate. Infelizmente, a seleção deixou de encantar, perdeu a capacidade de se impor. Nossas maiores estrelas formam um grupo fechado de enganadores, capazes de confundir os incautos.
Não vou entrar no mérito da causa para tentar explicar a crise, ou melhor, a patifaria no futebol. Como ninguém faz nada para eliminar ou inibir a cartolagem, a corrupção, prefiro fingir que acredito que um dia tudo vai mudar, que o Brasil vai continuar produzindo e exportando craques a peso de ouro para brilhar nos mais avançados centros futebolísticos do Planeta.

 

*Garcia Neto é professor e jornalista

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