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A ideologia do ser quase perfeito – por Garcia Neto

Professor Garcia Neto.
Professor Garcia Neto.
Redação
Escrito por Redação

A temporada é de campanha eleitoral e de aplicação do marketing político para convencer o eleitorado a escolher o melhor produto (candidato) nas urnas. É o período mais importante da nossa democracia. Será que os partidos políticos estão apresentando candidatos à altura do que quer o povo?

Muito se tem comentado pelas redes sociais se a ideologia dos candidatos a cargos eletivos se encaixa dentro das propostas de suas legendas partidárias, cujos objetivos claros são a defesa dos interesses de uma parcela da população, e a de perseguir a conquista de vantagens dentro das três esferas do Poder, e assim fazer valer seus interesses corporativos.

Apesar da influência dos mais velhos, a juventude brasileira já percebeu essa diferença, e vem trocando informações com conteúdos mais aprofundados pelas redes sociais, que são canais de informações que permitem a politização de determinado segmento-alvo, que já percebe claramente que maioria dos políticos não mais representa a sociedade.
Como exemplo a atuação bastante duvidosa dos representantes do povo nos Parlamentos, se legislam em nome de quem e para quem, já que é práxis virarem as costas para quem os elegeu, preferindo dar apoio ao prefeito, ao governador, ao presidente da República.

Professor Garcia Neto.

Professor Garcia Neto.

Já está internalizada no imaginário social a idéia de que a corrupção está presente na relação Legislativo/Executivo, que reside dentro de gabinetes de gestores, e de que ela, a corrupção, é destaque entre políticos de todos os matizes, com ou sem mandato. A isso podemos associar dois pressupostos bastante fortes na cabeça do cidadão mais insatisfeito com toda uma realidade social: um, que a corrupção é um produto cultural de nosso país; outro, de que ELES são os corruptos e NÓS não somos.

É fácil constatar a presença desses conceitos quase doutrinários, que ocorre em todos os pleitos, citando como exemplo o município de Novo Airão (AM), onde o ELES se configura àqueles políticos mais distantes e inescrupulosos que dão o ar da graça a cada ano eleitoral, como se ELES fossem de um “planeta distante”, muito mais próximos das relações com o poder dos poderosos. Já o conceito de NÓS, nesta análise, representa parcela maciça da população explorada, marginalizada, esquecida, vitima da ação desses vândalos políticos que mantém viva a chama da insatisfação da sociedade.

Mesmo que a corrupção esteja lá e cá interferindo na vida dos municípios e de seus munícipes, a inquietação do povo, hoje, clama por algo novo, e o momento mais oportuno para afastar de vez esse algo de ultrapassado é esse, através do voto consciente no dia 2 de outubro. O ELES sabem que o NÓS não é mais bobo e sabe muito bem quem está do seu lado, solidário à verdadeira defesa de seus direitos, e sabe quem é capaz de estabelecer metas para resolver os problemas sociais e econômicos de cada comuna. É só se impor nas urnas.

Foi por conta de escolha errada de prefeito que levou o município de Novo Airão ao retrocesso e a população vem amargando prejuízos desastrosos desde as três últimas infelizes administrações: Wilton Santos (2005/2008), Leosvaldo Roque (2009/2012) e agora com Lindinalva Ferreira (2013/2016), que não souberam elaborar e aplicar programas de políticas públicas para saúde, educação, habitação, segurança, turismo, entre outros fatores pertinentes ao bem-estar e qualidade de vida da coletividade. Resultado: o município continua patinando no fundo do poço.

A ideologia maior de ser prefeito é o desafio de planejar o crescimento socioeconômico do município a partir de iniciativas políticas e técnicas que visem à excelência na gestão e não o de ficar brincando com o povo, daí a incerteza sobre os rumos políticos com a eleição do novo gestor para os próximos quatro anos.
* Garcia Neto é professor e jornalista

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