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A Lógica do Funcionamento Cerebral (Por Max Diniz Cruzeiro)

O cérebro humano trabalha a partir do acesso de bibliotecas cujos conteúdos estão armazenados internamente no indivíduo (Freud) e externamente quando se apropria de uma informação que está anexada ao ambiente (Jung).
Os processos de ancoragem da informação são baseados em traços que podem ser percebidos pelo estado de atenção de um indivíduo. Portanto uma mesma mensagem pode um indivíduo canalizar determinado aspecto não visível para outro ser que esteja fazendo uma releitura de uma sequência de eventos.

Mas para se acessar uma biblioteca sensorial há necessidade da existência de um conhecimento prévio, que faça o indivíduo interagir para a ampliação do raciocínio lógico.

A sequência de instruções que norteia o pensamento servirá como um mero fator descritivo que versará sobre uma discricionariedade no agir humano que o permitirá fazer escolhas sobre o aspecto da trilha de conhecimento que se apoderou que é o desejo do indivíduo iniciar uma tarefa de fundo motriz ou psíquico.

Então há que pensarmos em um requisito de gerenciamento em que a instrução captada pelo organismo requer para sua transcrição intelectual um aliciamento, no sentido de seguir uma norma de conduta do centro superior do cérebro que irá incorporar os fatores que deverão ser lançados sobre a psique que devam ser trabalhados em um dado momento.

Esse pensamento matriz é um ponto de partida que possui uma profundidade dirigida por vários aspectos entre eles: direcionamento do pensamento; sentido do aprendizado; atributos quantitativos e qualitativos que devem ser percebidos naquele momento uma informação; propósito em que os pensamentos a serem fabricados devem ser geridos; fatores de conformidade e desconformidade em relação a uma afetação; fatores ligados a sintonia que o indivíduo está ancorado no momento em que se condiciona ao raciocínio; fatores de sinergia com outros seres e o ambiente; diretivas biológicas que está condicionado o indivíduo a interagir no momento que reproduz uma informação; fatores de sincronismo biológico e vital do indivíduo; profundidade das trilhas lógicas pré-existentes em um indivíduo,…

De forma que todas as coisas descritas anteriormente acima estão em pleno funcionamento em circuitos paralelos o que confere agilidade para um indivíduo em promover uma ação rápida e eficiente.

Longe de ser uma atitude linearizada, cada signo apreendido por uma sequência de instruções está ancorado sobre um aspecto multitarefa e multifuncional de grande complexidade. E graças a este mecanismo o ser humano não consegue se perceber como uma máquina gerenciadora de processos binários, e sim uma estrutura viva que ancora a essência de algo muito superior a tudo que lhe transcende sua imaginação.

O problema surge quando o processo de ancoragem do indivíduo está orientado negativamente quando a sua necessidade, desejo e vontade. E ainda mais grave quando estes fatores de alicerce estão em divergência com outros seres e também com o ambiente em que se vincula o indivíduo aos fatores de interação.

Conforme assinalou Freud existe um mecanismo interno conhecido como Superego que veio para contornar este problema, no qual é gerenciador dos limites do indivíduo em relação a tudo que é colhido em sua mente que tenha origem de afetação em outros seres e também sobre o ambiente.

Se os indivíduos compreendessem que ao estabelecer um vínculo com algo externo através de um traço de informação pré-existente requer dele administração entre as atitudes que serão desencadeadas por ele próprio ao perseguir determinado trajeto de afetação e as consequências imediatas sobre os laços gerados a partir de sua interação com outros seres e o ambiente, este ordenamento sensorial em virtude desta canalização consciente de atributos iria proporcionar um salto para sua qualidade de vida.

Todo ser humano precisa fazer uma ordenação do seu objetivo primário até a instrumentação que originou sua saída motora ou intelectual.

Assim o homem deve ser lúcido para não cair na armadilha da contradição do funcionamento cerebral que hora privilegia um tipo de informação que é antagônica num instante seguinte.

Essa falta de equilíbrio em seguir um padrão, ou uma conduta que ora vai de acordo com um ciclo de pensamento e ora permuta em desacordo aprisiona os indivíduos em linhas de sofrimento em que o consumo de tempo é o principal implicador que colabora para a perda de qualidade de vida de uma pessoa.

A porta para o conflito é a imprecisão. E a falta de maturação da consciência nos primeiros ciclos de vida de uma pessoa torna o consumo inconsciente da experimentação da vida uma necessidade para que o indivíduo quando adulto possa fazer escolhas que melhor representam seu segmento de vontade.

Mas muitos indivíduos não tomam consciência deste fato e fazem sua lógica de funcionamento cerebral ficar estacionária dentro deste processo de escolha contínua por transcrições de ideias que circulam em meio antagônico ampliando o conflito somático que abastece sua mente sem que o gerenciamento seja eficaz.

Muitos podem confundir o que está sendo dito como sendo uma restrição ao fluir do pensamento, longe de ser este o aspecto relevante a ser tratado, não cabe aqui elucidar o processo como sendo algo a ser sintetizado, pois o ser humano foi construído para ser amplo dentro dos aspectos que é capaz de integrar do plano externo (Real) em relação ao seu organismo, mas a necessidade de gerenciamento de uma informação deve abastecer slotes, ou seja, setores do cérebro humano que trabalhem em harmonia instruções sem a ingerência do conflito.(Max Diniz cruzeiro – Neurocientista Clínico, Psicopedagogo Clínico e Empresarial – www.lenderbook.com)

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