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A luta pelo comando do PMDB

Senador Romero Jucá, provável adversário de Temer/Foto: AS
Senador Romero Jucá, provável adversário de Temer/Foto: AS
Redação
Escrito por Redação

O vice Michel Temer terá adversário, em março, na disputa pela presidência do PMDB. Os senadores, liderados por Renan Calheiros, já estão montando uma chapa. O provável candidato é o senador Romero Jucá (foto). Para esvaziar esse movimento, aliados de Temer, como Moreira Franco, adversário do governo Dilma, correm atrás de uma mão do “velho da montanha”, o ex-presidente Sarney.
A correlação de forças

A convenção do PMDB, em março, vai proclamar que o partido terá candidato à Presidência em 2018, mas não o levará, obrigatoriamente, para a oposição. Hoje, a legenda é aliada do PT em 13 estados (RJ, MG, PR, PA, AM, AL, SE, PI, DF, MA, RO, TO e MT). Há ainda aqueles que convivem, como: RN (ministro Henrique Alves); CE (líder Eunício Oliveira); GO (Iris Resende); e AP (José Sarney). Estão na oposição 10 estados (SP, ES, RS, SC, BA, MS, PE, PB, RR e AC). Sempre há dissidentes em todos os estados, nos dirigidos por aliados do governo Dilma e nos de oposição. Mas, na sigla, os líderes e os interesses regionais pesam mais que as posições quanto à política nacional.

A batalha da CPMF

Os ministros do PMDB vão entrar em campo para aprovar a CPMF. Os ministérios que comandam precisam de recursos para executar seus programas. Dizem que seria um gesto conciliador se o vice Michel Temer assumisse essa bandeira.

“Quando convém, eles apoiam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Quando não convém a eles, não apoiam”

Jovair Arantes

Líder do PTB, aliado de Cunha, sobre o comportamento oscilante do PT e do PSDB

CPT sataniza a BBB

Documento da Comissão Pastoral da Terra, presidida por Dom Enemésio Lazzaris, critica a bancada BBB — do boi (ruralistas), da bíblia (evangélicos) e da bala. Diz também que o governo é incompetente diante da crise econômica e que as denúncias de corrupção contra o PT são usadas pela oposição “para uma busca ilegítima do poder”.

Conselho

Geralmente afável, Sérgio Cabral foi eloquente na conversa com o vice Michel Temer, Eduardo Paes e Pezão. Relatam ter enfatizado que o PMDB do Rio precisa do governo e que Temer corria o risco de se isolar do Planalto e dentro do partido.

Biruta de aeroporto

O fato de o PSB estar em cima do muro não preocupa os líderes da oposição. Acham natural que os governadores da sigla procurem garantir o apoio administrativo do governo Dilma. Mas não têm dúvida de que, quando a destituição da presidente Dilma levantar voo, o partido vai flutuar na direção de onde o vento se deslocar.

Clausura

À exceção dos líderes no Congresso, que tratam dos interesses do governo no Legislativo, os demais integrantes da Executiva do PT foram submetidos à lei do silêncio. Só falam com autorização de seu presidente, Rui Falcão.

A visita

Senadores do PT, entre eles o líder da bancada, Humberto Costa, e Paulo Rocha, marcaram para visitar o ex-líder do governo Delcídio Amaral. No dia marcado, Delcídio ligou dizendo que não fossem, pois estaria reunido com seu advogado.

Ministros do STF não estão gostando da postura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de criar firulas sobre a decisão que o tribunal adotou.(Coluna Ilmar Franco/O Globo)

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