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A Marcha das Margaridas vai a Brasília para defesa dos direitos das trabalhadoras

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Redação
Escrito por Redação

A Marcha das Margaridas acontece no mês de Agosto em Brasília-DF, mas mulheres já estão organizadas em todo o país. A expectativa é de que 100 mil mulheres marchem por igualdade e justiça. o Movimento é uma mobilização de mulheres trabalhadoras rurais inspirada na líder sindical paraibana Margarida Maria Alves, assassinada em agosto de 1983 por seu trabalho na defesa dos trabalhadores e dos direitos humanos.

 

O ato pede, entre outras reivindicações, o desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

 

Desde 2000, milhares de margaridas de todo o país se reúnem em Brasília em agosto e tomam a Esplanada dos Ministérios para reivindicar políticas públicas para as mulheres do campo e da floresta. As margaridas marcharam em 2000, 2003, 2007 e 2011.

 

Em 2015, elas voltam às ruas de Brasília. A equipe de reportagem da Agência Brasil vai acompanhar uma caravana de 250 mulheres que vão percorrer mais de 2 mil km de Campina Grande (PB) até a capital federal.

 

Margarida Maria Alves – paraibana do município de Alagoa Grande, foi a primeira mulher presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade. Margarida Alves foi brutalmente assassinada em 12 de agosto de 1983 por um pistoleiro a mando de usineiros da região. Enquanto foi presidenta do Sindicato, moveu diversas ações por direitos trabalhistas de trabalhadores e trabalhadoras rurais das usinas. Tornou-se um símbolo político após seu assassinato, uma representante das mulheres trabalhadoras rurais, por isso nomeia a Marcha das Margaridas. No dia 12 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras Rurais Contra Violência no Campo, em referência ao seu assassinato.

O Amazonas deve levar mais de 250 participantes para a Marcha das margaridas em Brasilia, esse ano.

O Amazonas deve levar mais de 250 participantes para a Marcha das Margaridas em Brasilia, esse ano.

A Marcha é promovida nacionalmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federações e Sindicatos, em parceria com diversas organizações como Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), Confederação de Produtores Familiares Campesinos e Indígenas do Mercosul Ampliado, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Grupo de Trabalho Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Movimento Articulado das Mulheres da Amazônia (Mama), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e Unicafes.

 

Agência Brasil

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