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A Prefeitura faz cortes no Bolsa-Atleta, diz deputada

Redação
Escrito por Redação

O esporte de alto rendimento está em processo de extinção no Amazonas e a Prefeitura de Manaus tem sua parcela de responsabilidade. Essa é a avaliação da deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB), que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 8 de setembro, para denunciar novos cortes no programa Bolsa-Atleta Municipal.

 

Até o ano passado, o benefício mensal de R$ 4 mil era pago para 56 atletas e paratletas, mas na semana passada a Prefeitura de Manaus anunciou que apenas 17 competidores serão contemplados em 2015.

 

Alessandra observou que a queda brutal no alcance do programa iniciado na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) se deu por conta de uma mudança ilegal na lei, por meio de decreto municipal. Ela denunciou que judocas de alto rendimento, como Rafaela Barbosa e Rita de Cássia Reis estão fora da lista de beneficiados por causa da mudança nos critérios de concessão.

 

“Temos dezenas de atletas prejudicados. São diversas injustiças cometidas e o prefeito (Artur Neto) está conseguindo o que ele queria, que é acabar com o Bolsa-Atleta através desse decreto”, criticou Alessandra.

 

A deputada aproveitou para lamentar o fato de o prefeito se orgulhar de Manaus ser sede dos torneios masculino e feminino de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016, ao mesmo tempo em que abandona os atletas e paratletas à própria sorte.

 

“É muito triste que ele vá se se exibir na televisão porque vai ter jogo de futebol das Olimpíadas aqui e não tenha a coragem de manter o subsídio que era dado aos atletas, que não foi criado por ele e ele fez questão de extinguir e acabar”, disparou.

 

Incentivo ao turismo
Também nesta terça-feira, Alessandra Campêlo falou sobre um projeto de lei de sua autoria, para que as empresas que recebem benefícios fiscais do governo estadual incentivem o turismo local nas embalagens de seus produtos.

 

“A ideia é que todos os produtos tenham em suas embalagens a propaganda de turismo para incentivar o turismo na região. Seria uma contrapartida dessas empresas ao incentivo governamental que elas recebem”, explicou.

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