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Acadêmicos da UFAM prestam assistência às mulheres do sistema prisional do AM

Acadêmicos de medicina da UFAM, assistem a detentas/Foto: Antonio Assis
Acadêmicos de medicina da UFAM, assistem a detentas/Foto: Antonio Assis
Redação
Escrito por Redação

As mulheres dos regimes semiaberto do sistema prisional têm sido ouvidas e assistidas pelos alunos do curso de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desde maio deste ano, através do projeto de extensão “Depois das grades e apesar delas: saúde como caminho de liberdade para mulheres do regime semiaberto”, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com  os futuros médicos realizando atividades em prol de melhorias das condições de saúde das futuras egressas do sistema.
Em um ano, as professoras e discentes pretendem verificar o perfil socioeconômico, demográfico e de saúde das mulheres apenadas, aplicar testes rápidos para doenças infecciosas, consultas e exames com profissionais. Além de facilitar o acesso a médicos especialistas e exames de rotina necessários e de interesse da detentas. O projeto foi viabilizado por meio da Escola de Administração Penitenciária (Esap) com o Núcleo de Pesquisa e Extensão.

O projeto inclui mais do que as ações de saúde, segundo ressaltam as coordenadoras das ações, as professoras Cecília Freitas e Thaís Tibery.  “Nós também queremos trabalhar com ações sociais que possam contribuir nessa transição do cárcere para a liberdade. É importante para as mulheres que cometeram um delito e para os discentes, que precisam ver essas pessoas além do presídio e da sua atual condição”, lembrou Cecília.

Dignidade – Para Thaís, a escolha do público-alvo partiu de uma forte expectativa pessoal de trabalhar com a população carcerária e do desejo de fazer algo que pudesse contribuir na trajetória dessas mulheres que se encontram em um momento delicado da vida. “A sociedade deve entender que é preciso cuidar de quem está atrás das grades, pois isso é um momento, uma fase, que não é eterna e elas precisam sair do sistema com mais dignidade e oportunidade. A boa saúde contribui para isso”.

Desde que as atividades começaram, em maio, além de reuniões para entender as necessidades e conhecer as internas, os alunos já viabilizaram exames de preventivo e Papanicolau para as 35 presas do regime semiaberto.

Expectativas – As ações a serem realizadas na unidade geram expectativas tanto nas internas quanto na direção. Cumprindo pena há quatro anos, Evelin Silva de Melo, 33 anos, é uma das mulheres que esperam conseguir melhorias com o projeto. “Nós gostamos de saber que eles (os discentes) estão preocupados com a nossa saúde e esperamos que o trabalho dê bons frutos a todos”.

Para a diretora da Unidade Prisional Semiaberto Feminino de Manaus (UPSF), Suely Borges, a iniciativa já é sucesso. “Elas estavam sentindo falta de pessoas da sociedade se preocupando com elas. E a partir do momento que esses jovens aparecem para ajudar, elas querem participar e obter resultados”.

Acadêmicos reunidos com mulheres do sistema prisional/Foto: Antonio Assis

Acadêmicos reunidos com mulheres do sistema prisional/Foto: Antonio Assis

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