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Adolescente desaparece nas águas do rio Negro, durante passeio na Ponta Negra, em Manaus

Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram as buscas pelo adolescente - foto: Josemar Antunes
Redação
Escrito por Redação
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram as buscas pelo adolescente - foto: Josemar Antunes

Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram as buscas pelo adolescente – foto: Josemar Antunes

Um adolescente de 14 anos está desaparecido desde a noite de sábado (10), por volta das 22h, após mergulhar nas águas do rio Negro. O estudante Heiderson Alcoforado Souza, conhecido como ‘Neto’, teria ido à praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, por volta das 20h, acompanhados de familiares e amigos. Desde então, não foi mais visto.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada pela Guarda Municipal, para realizar as buscas que tiveram início por volta das 23h50. Com auxílio de uma lancha da corporação, os mergulhadores iniciaram a varredura nas águas até o limite máximo do rio e, ainda assim, não localizaram o jovem. Além dos familiares, muitas pessoas que estavam na orla da praia acompanharam os trabalhos de buscas.

As buscas iniciaram por volta das 20h50 de sábado (10) - foto: Josemar Antunes

As buscas iniciaram por volta das 20h50 de sábado (10) – foto: Josemar Antunes

O pai do adolescente, o mecânico Paulo José da Silva, de 37 anos, disse que o filho estava em casa, localizado na Comunidade Santa Marta, bairro Novo Israel, Zona Norte, para ir a uma igreja evangélica, quando decidiu ir ao balneário a convite de alguns parentes e amigos.

“Nós estávamos nos arrumando para ir a culto evangélico no bairro, quando ele disse que queria vim à praia da Ponta Negra. Por estar muito alegre, o deixei vim. Se eu soubesse que algo de ruim iria acontecer, teria impedido essa tragédia”, contou emocionado o pai do jovem.

Conforme os familiares, Heiderson jogava futebol na praia com outros quatro amigos, de 13 e 14 anos, quando decidiu mergulhar. Durante os mergulhos, Heiderson brincava de estar se afogando. Em determinado momento, o adolescente pediu ajuda, mas os amigos entenderam que se tratava de uma brincadeira dele e, não retornou mais a superfície.

“O meu filho veio correndo contar que o Heiderson tinha sumido nas águas. Imediatamente nós fizemos as buscas por toda extensão da praia para encontrá-lo, pois imaginávamos que ele pudesse estar escondido devido à brincadeiras dele. Como não encontramos, acionamos os guardas municipais, que por sua vez acionou os bombeiros”, disse a tia do adolescente, Priscila de Nazaré.

Ainda conforme familiares, Heiderson frequentava a Ponta Negra em família, e foi a primeira vez que ele decidiu entrar nas águas do rio Negro, pois tinha receio dos dejetos jogados próximo ao local. O adolescente era aluno do oitavo ano, da Escola Municipal Raimundo de Almeida Lúcio, que fica no bairro Rio Piorini, na Zona Norte da cidade.
Durante toda a noite, as buscas pelo adolescente foram intensificadas, com a continuidade na manhã deste domingo (11).

Desobediência

Mesmo com placas de proibição, banhistas desobedecem e mergulhão no rio durante a noite - foto: Josemar Antunes

Mesmo com placas de proibição, banhistas desobedecem e mergulhão no rio durante a noite – foto: Josemar Antunes

Não é a primeira vez que acontecem os registros de afogamento na praia da Ponta Negra, que fica na Zona Oeste de Manaus. Por conta disso, placas fixadas na praia advertem os banhistas dos horários estabelecidos, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), da Prefeitura de Manaus.

Placas de proibição são ignoradas por banhistas - foto: Josemar Antunes

Placas de proibição são ignoradas por banhistas – foto: Josemar Antunes

Em dias úteis, o acesso a praia é permitido das 9h às 17h. Sábados, domingos e feriados, de 8h às 17h. Os banhistas são monitorados por salva-vidas, do Corpo de Bombeiros, além do auxílio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Polícia Militar.

A partir das 17h, o local é interditado pelos guardas municipais, que em três turnos fazem a retirada dos banhistas, porém, muitas pessoas ignoram as regras estabelecidas e retornam para rio.

A poucos metros do local do acidente, enquanto os mergulhadores do Corpo de Bombeiros fazem as buscas pelo adolescente desaparecido, banhistas se ariscam com mergulhos. Muitas crianças, sem acompanhamento dos pais ou responsáveis, também freqüentam o local. Em outra parte da orla da praia, nas proximidades de um hotel, pessoas mentem relações sexuais, além do consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes.

“Por mais que intensificamos os trabalhos a partir das 17h, com o apelo para que as pessoas saiam das águas, elas sempre voltam contrariando as normas. Muitas das vezes, até somos insultados pelos banhistas”, declarou um guarda municipal que preferiu não ter o nome divulgado.

 

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