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AM adota rigor na administração de medicamentos em pronto-socorro público

O uso de etiquetas alerta o paciente o uso indevido do medicamento/Foto: Divulgação
L. Rougles
Escrito por L. Rougles

Para redobrar os cuidados que garantem mais segurança ao paciente, o Pronto-Socorro do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na Zona Norte de Manaus, adotou, na internação, mais uma medida para controlar o uso de medicamentos que têm um risco potencial de causar danos graves ou até mesmo fatais.
Por meio de etiquetas que servem como sinal de alerta, farmacêuticos, enfermeiros e técnicos previnem os doentes dos riscos inerentes a administração inadequada desses medicamentos. Esse processo é rigoroso e meticuloso. Toda unidade de saúde cerca seus usuários com o maior cuidado possível, para evitar qualquer tipo de falha como a troca de um medicamento pelo outro.

O uso de etiquetas alerta o paciente o uso indevido do medicamento/Foto: Divulgação

O Delphina Aziz é uma unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) desde a inauguração em 2014.

Diminuição da saturação de oxigênio, obstrução das vias aéreas, sedação inadequada, hemorragias e eventos de tromboembolismo, que é a obstrução de um vaso sanguíneo devido a coágulos, depressão respiratória, parada cardiorrespiratória, hiperglicemia são alguns dos danos aos quais os pacientes correm se eles forem usados de forma errada.

Esses medicamentos são chamados de alta vigilância e, como o próprio nome permite deduzir, quanto maior a precaução, melhor. Eles pertencem as seguintes classes: menzodiazepínicos, opióides, anticoagulantes, insulinas e eletrólitos concentrados.

“O uso de etiquetas coloridas serve como sinais de alerta para diferenciar os medicamentos de alta vigilância no momento da dispensação, preparação e administração das medicações”, explica Flávia Rochelle, coordenadora de equipe de Farmácia do Delphina Aziz.

A etiqueta vermelha é para os benzodiazepínicos, verde para anticoagulantes, azul para opióides e amarela para insulinas e eletrólitos. Nelas constam as seguintes informações: o nome da medicação pelo princípio ativo, concentração, lote, validade e código de barras.

…e pelas cores o paciente pode identificar o medicamento adequado/Foto: Divulgação

Os bins – compartimentos onde ficam os medicamentos – também são identificados por cores. “Eles são identificados de acordo com as cores das etiquetas a fim de alertar os assistentes de farmácia no momento da separação das medicações”, explica a farmacêutica Flávia. Na unidade há uma lista com as classes desses medicamentos, suas respectivas cores e qual o risco medicamentoso que pode causar no paciente. Essa mesma relação fica fixada em cada setor assistencial para que a equipe de enfermagem e o médico saibam quais os riscos que o uso incorreto dessas medicações pode causar.

As práticas de segurança do paciente, no Delphina Aziz, envolvem todos os setores. Os profissionais do setor de enfermagem, que administram os medicamentos nos pacientes, estão diretamente envolvidos nesses processos. “Muitos medicamentos têm as embalagens parecidas. A etiqueta, em cores, permite essa diferenciação. Nós, antes de administrar uma medicação, fazemos várias checagens e as etiquetas são um grande auxílio porque evitam o erro e isso é fundamental para a segurança dos pacientes”, relata a técnica de enfermagem Jucenilza Oliveira.

Outra medida

Além das etiquetas, o setor de Farmácia adota outros procedimentos que reforçam a segurança dos pacientes. Um deles é a fita de dispensação, que consiste em um recipiente plástico com diversos compartimentos que separam os medicamentos por data e horário, de acordo com a prescrição. O método elimina extravios e compras emergenciais. Com isso, garante o uso eficiente dos recursos públicos.

Os compartimentos da fita são selados e isso evita que os medicamentos se misturem ou que sejam dados aos pacientes em horários inadequados. No procedimento, há uma fita para cada paciente em um período de 24 horas. Depois da montagem, é realizada a conferencia farmacêutica, comparando as medicações nas fitas e a prescrição, para posterior envio a equipe de enfermagem que, por sua vez, fará nova conferência e administração dos medicamentos aos pacientes. O tratamento feito conforme a prescrição reduz o tempo de internação porque o paciente se recupera mais rapidamente.

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