Amazonas

Aos professores, migalhas. Aos políticos, privilégios – por Rodrigo Furtado

Rodrigo
Redação
Escrito por Redação

A educação de qualidade bem sabemos, ela perpassa pela prioridade nos investimentos, infra-estrutura de nossas escolas públicas, bem como a valorização dos profissionais da área da educação que são os nossos professores, também a integração do ensino médio ao curso profissionalizante aos estudantes, garantindo assim uma política de oportunidade e de vida a todos do meio educacional. Hoje a Prefeitura de Manaus, juntamente com os Vereadores da cidade, caminham na contra mão a tudo isso.

Os professores, mais uma vez, se organizam para protestarem contra a proposta do Prefeito, que foi enviada à Câmara de Vereadores, que é o reajuste dos salários da categoria em 9,2%, porém, fazendo isso de forma parcelado, sendo a primeira parcela de 5% retroativo aos mês de maio deste ano e a segunda parcela de 4,28% a partir de janeiro do ano de 2017, que não será retroativo ao mês de maio, um verdadeiro absurdo para esses profissionais.

Segundo a Secretária de Educação Municipal da SEMED, Kátia Helena Schweickardt, em uma reunião com os representantes dos educadores no dia 14 do mês de março, a mesma afirmou que todos os recursos do FUNDEB deste ano e de 2015, foram utilizados 100% no seu total, uma verdadeira mentira para tentar driblar os professores da SEMED, quando na verdade segundo o parecer do Conselho Municipal do FUNDEB, aponta que 73% do recurso do fundo só nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2016 mais, foram utilizados para pagamento da folha salarial dos professores e que contou no mais de R$ 250 milhões em seus cofres, 73% e no ano passado no mais de 600 milhões nos cofres do fundo.

Atualmente os mesmos 73% foram utilizados para pagamento da folha salarial e 26% resta para pagamento de outras despesas voltados para a educação, mas podendo ser utilizado para repor de forma integral o salário da categoria que é o que reivindica a Associação dos Professores de Manaus a ASPROM.

Diante desse destrato e humilhação, que os políticos impõe aos professores de Manaus, resta a oportunidade e a hora certa para que o Prefeito tucano Artur Virgílio Neto (PSDB), o presidente da Câmara Municipal de Manaus através do Vereador Wilker Barreto (PHS) ambos, juntamente, agirem com a maioria da bancada dos vereadores do prefeito dentro da casa legislativa municipal de buscarem respeitarem a população e sugiro que, assim como parcelam os salários dos professores que os vereadores parecelem os seus sugerindo o parcelamento do Prefeito Artur também.

*Rodrigo Furtado – Presidente da juventude da Central de Movimentos Populares do Amazonas, presidente da juventude municipal da juventude socialista do PDT/Manaus e cronista do portal de notícias Correio da Amazônia.

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