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Após escândalos, Fifa impõe limite de 12 anos para mandatos

FIFA lança pacote de medidas, antes da eleição/Foto: AFP
Redação
Escrito por Redação

Representantes de 179 federações de futebol aprovaram, hoje, sexta-feira (26), um pacote de reformas para aumentar a transparência administrativa na Fifa. O aval para a implementação das medidas apresentadas pelo camaronês Issa Hayatou, presidente interino da entidade, ocorreu durante o Congresso Extraordinário que definirá o novo chefe do órgão. Entre as normas aprovadas está a extinção do Comitê Executivo e a imposição de um limite de 12 anos para os mandatos de presidentes, conselheiros e do secretário-geral.
Conhecido pelas décadas de escândalos envolvendo subornos e intrigas políticas, o Comitê Executivo dará lugar a um novo organismo chamado de Conselho Fifa. O número de assentos será ampliado de 25 para 36, sendo que será obrigatória a presença de seis mulheres – uma por continente. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o brasileiro Fernando Sarney seguirá desempenhando função no órgão. Ele assumiu o posto após a saída de Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da CBF que é investigado pela Fifa e pelo FBI (polícia federal norte-americana) por envolvimento em esquemas de corrupção.

Também, foi aprovada a publicação anual dos salários recebido pelos membros do novo conselho, assim como os vencimentos do presidente e do secretário-geral. Outra importante medida diz respeito à redução dos 26 comitês permanentes da entidade para apenas nove. Textos exigindo garantias à proteção dos direitos humanos e maior transparência também receberam o aval dos representantes das federações.

As reformas são uma tentativa de resposta da Fifa às autoridades dos Estados Unidos que investigam dirigentes do alto escalão da entidade por corrupção. Embora a reformulação seja um tema constante nos discursos anteriores à eleição do novo presidente, 22 dirigentes votaram contra o pacote. Após a aprovação das normas, o Congresso fez uma pausa para que os representantes pudessem almoçar. A eleição do novo presidente terá início assim que os trabalhos forem retomados.

Suspensão – Foram mantidas nessa sexta-feira as suspensões impostas às federações do Kuwait e Indonésia, o que impede os representantes dos dois países asiáticos de votarem no Congresso. Com isso, o número de votos para eleger o presidente em um segundo turno será 104. A agência France-Presse ressaltou que a decisão é um revés para o candidato Salman bin Ebrahim al-Khalifa, cujo apoio está concentrado na Ásia. Ele é presidente da Confederação Asiática de Futebol.

O Kuwait foi suspenso das atividades da Fifa no dia 16 de outubro por ingerências políticas no funcionamento da entidade. Em maio, a Indonésia foi punida pelos mesmos motivos.

Gafes – Apesar de reunir dirigentes ligados ao futebol mundial, o Congresso da Fifa teve início com duas gases. A entidade realizou os testes das urnas eletrônicas que computarão os votos na cerimônia com perguntas relativas à Copa do Mundo.

Os representantes foram perguntados em um primeiro momento se a Argentina havia vencido a final do Mundial de 2014. Nove representantes apertaram o botão !Sim”, o que provocou risos entre os presentes – a Alemanha foi a campeã da competição. Outra pergunta questionava se o torneio de seleções de 2018 será realizado na Rússia. Novamente, 11 dirigentes responderam errado e apertaram a opção ‘Não’. (Terra/Gazeta)

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