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Arthur “fujão” não comparece a debate na Rede Tiradentes

Redação
Escrito por Redação

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O prefeito Arthur Neto mais uma vez fez um “papelão” e não compareceu ao debate marcado na Rede Tiradentes, na manhã desta sexta-feira.

O apresentador Ronaldo Tiradentes tachou a atitude do prefeito de uma tremenda falta de compromisso de Arthur com a população e com o eleitor e chamou o prefeito de “Fujão”.

O debate teve como intermediador o jornalista Marcos Santos que fez as perguntas ao candidato Marcelo Ramos, o único a comparecer, e que começou o programa criticando Arthur pela ausência.

Marcelo afirmou que Arthur perdeu oportunidade de esclarecer ao eleitor e a opção de ver a população de comparar “covardia e coragem” e “falar mentira e verdade”.

Em um dos trechos do debate que se tornou entrevista por causa do “prefeito sujão”, Marcelo disse que Arthur se enrolou muito quando contratou a empresa do empresário Davi Flores que está preso dentro da operação “Maus Caminhos”.

O candidato esclareceu que a contratação feita por Arthur foi feita sem licitação para que a empresa de Davi Flores fizesse serviço de telemarketing para o combate ao Zika Virus, mesmo sem ter esse serviço em seu contrato social. A irregularidade e o rolo envolvendo Arthur Neto e o empresário preso na operação “Maus Caminhos” é tão grave que o vereador professor Bibiano está fazendo um pedido de CPI na Câmara Municipal de Manaus.

Marcelo Ramos aproveitou ainda para condenar a atitude de Arthur Neto que permaneceu todo tempo aliado governador José Melo e ás vésperas da eleição abandonou o governador, isso depois de receber, por exemplo, recursos como R$ 50 milhões para subsídios e renúncia fiscal do transporte coletivo.

Sobre os apoios que já recebeu para o segundo turno, Marcelo Ramos, negou as declarações de Arthur Neto de que teria oferecido secretarias aos dois candidatos para obter o apoio dos mesmos. Marcelo disse que recebeu o apoio por ter se comprometido em implementar algumas propostas como a volta da “domingueira” e a volta da integração temporal plena propostas por Serafim Corrêa; e a implementação do Ronda Comunitária proposta por Silas Câmara e de seu vice, Coronel Amadeu.

Sobre o preço da tarifa, Marcelo disse que se for eleito criará uma agência reguladora que será a responsável em fazer um estudo sobre a cobrança da tarifa justa da passagem de ônibus. Esse estudo será feito por instituições sérias como Ufam, UEA, e Conselhos Regionais de Economia e Contabilidade.

Marcelo Ramos prometeu ainda acabar com a máfia e o cartel dos empresários de ônibus que, com a conivência do prefeito Arthur Neto e com o Sindicato dos Rodoviários, não colocaram sequer um ônibus novo no sistema de transporte coletivo.

Marcelo Ramos afirmou que vai acabar com a “farra” com gasto de recursos em publicidade e criticou o fato de Arthur ter um gasto anual de 200 milhões em divulgação pessoal do prefeito, dinheiro que segundo Marcelo Ramos, poderia ser usado, por exemplo, na construção do BRT.

Marcelo Ramos falou ainda que pretende construir mais creches e aproveitar os 5 bilhões de reais que Arthur Neto tem hoje no orçamento municipal, para alavancar projetos como o Leite do Meu Filho e o Bolsa Família Municipal que foram reduzidos ou simplesmente abandonados por Arthur. Ramos pretende ainda melhorar o sistema de saúde básica, dentre outras programas e projetos sociais.

Resposta de Arthur

Prezado radialista Ronaldo Tiradentes, antes de tudo formulo votos de muita felicidade pessoal a todos os seus.

Registro, então, que considero verdadeiro avanço civilizatório um órgão de comunicação optar por uma candidatura. Isso acontece frequentemente nos Estados Unidos, através de manifestações de veículos como Washington Post, New York Times e outros do mesmo peso e tradição de respeitabilidade.

Isso, ao invés de significar parcialidade e falta de isenção, leva a uma necessária postura de equilíbrio no trato do espaço e do convívio com candidaturas contrárias ao pensamento da direção do órgão. Eis porque deixo de comparecer ao debate proposto pela Rede Tiradentes, que visivelmente apoia, desde o primeiro turno, o postulante ora oposto a mim nesta etapa decisiva: pesquisas equivocadas; cobertura não adequada até mesmo no próprio dia da eleição de 2 de outubro último.

Sucessivos movimentos a favor de uma candidatura não oficialmente assumida. Postura visivelmente contrária à postulação que encarno, representando o pensamento de forte parcela da população manauara. Afinal, luto por uma reeleição que permita o prosseguimento da redenção da nossa cidade, trilhando um combate que precisa ser efetivamente democrático, sempre por caminhos efetivamente seguros e responsáveis.

Asseguro-lhe que esta decisão não se aplica apenas a sua rede. É aplicável a quem mais não se esteja pautando pela isenção tão necessária ao amadurecimento da democracia brasileira.

Saiba, aliás, que campanha eleitoral não é suficiente para abalar o apreço que lhe dedico e a sua família, a começar pelo amigo Rui. Sigo apenas o caminho que me parece mais adequado para expor minhas ideias, prestações de contas e propostas, num clima que seja, pura e simplesmente, isento e propício a uma aferição justa pelos eleitores da cidade que todos amamos. Cidade pela qual abandonei a carreira diplomática, trocando, com enorme convicção, uma vida no exterior, pela honra de amar, sorrir, chorar, sorrir, sofrer e vencer nesta terra e ao lado deste povo.

Cordiais saudações.
Artur Virgílio Neto

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