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Artista plástico é encontrado morto dentro de ateliê em Manaus

Roland Steveson, encontrado morto em seu Ateliê/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Foi encontrado na manhã  hoje, terça-feira (04), o corpo do pesquisador e artista plástico chileno Roland Stevenson, de 84 anos, figura premiada e reconhecida internacionalmente.
O corpo foi encontrado pelos próprios familiares no próprio atelier que funciona em sua residência na Avenida Constantino Nery, no bairro São Geral, ao lado do ”Sopão do Professor”.

Policia e perícia estão no local e ainda não sabe a causa da morte e nem se a vítima foi assassinada ou não.

Roland Steveson, encontrado morto em seu Ateliê/Foto: Divulgação

Roland Steveson, encontrado morto em seu Ateliê/Foto: Divulgação

Nascido em Santiago no Chile, Roland Stevenson era de uma família de quatro filhos (tendo como irmãs Marlene, Portia e Viola), cujos pais eram alemão (pai) e americana (mãe), desde cedo já demonstrava enorme inclinação tanto para o mundo das artes quanto das aventuras.

Aos 12 anos de idade recebeu o primeiro de uma infinidade de prêmios que viria a receber em sua carreira artística (dentre eles o Golden Book Award ) pelo desenho de uma figura feminina.

Passou a juventude explorando os Andes e outras belezas chilenas. Casou-se com Silvia Del Carmem Saint Martin Valenzuela, com quem teve três filhos: Rolando, Victor eWalter e com eles mudou-se para o Brasil, passando por alguns Estados até finalmente chegar a Manaus, Amazonas em 1973, onde apaixonou-se por sua beleza, sempre retratada em suas obras, e seus mistérios.

Além de telas em acrílico, mostrando o cotidiano amazônicos (com os quais realizou exposições por diversas partes do mundo, como Japão, Itália e EUA), Roland Stevenson também recebeu destaque internacional por suas descobertas arqueológicas e antropológicas.

Em seu livro Uma Luz Nos Mistérios Amazônicos (A Light On Amazonian Misteries) descreve a localização do extinto lago Parime, bem como a possível localização da cidade perdida do Eldorado. Mais recentemente publicou um estudo (apenas em inglês) que propõe uma nova visão acerca da origem do homem das Américas em Rethinking Our Pre-History (Repensando nossa pré-história, sem tradução oficial), propondo inclusive que o esqueleto de Luzia fora reconstruido de maneira errônea.

Realizou ainda um estudo detalhado sobre sua família, em especial sobre os Vermehren, sobrenome herdado de seu pai alemão, que significa “reproduzir-se”. Neste estudo, reconhecido internacionalmente, provou que tal sobrenome vem de “Vermeer”, sendo ele próprio (Stevenson) e sua família, descendentes do pintor holandês Johannes Vermeer.

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