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Ataque talisbã mata pelo menos dez no aeroporto do Afeganistão

Ataque ao aeroporto do Afeganistão/Foto: EFE
Redação
Escrito por Redação

O governo do Afeganistão confirmou hoje, quinta-feira (10), que pelo menos dez militares e dois policiais morreram durante o ataque dos talibãs contra o aeroporto de Kandahar, no sul do país, elevando o número de mortos para 64 e o de feridos para 37.
O Ministério da Defesa, que não tinha informado até agora sobre os óbitos entre as forças de segurança, indicou que 38 civis morreram no ataque, que começou na terça-feira (08) e terminou ontem.

Os 14 talibãs que promoveram o atentado contra o aeroporto, que funciona como base principal das tropas dos Estados Unidos no sul do país, também foram mortos. “O último terrorista foi eliminado às 20h15 (13h45h em Brasília) de ontem”, afirmou em comunicado o ministério.

Além disso, 37 pessoas, entre elas 17 soldados, quatro policiais e 14 civis, ficaram feridas no ataque. Todos foram levados a um hospital da região para serem atendidos.

Um porta-voz das tropas do Exército do Afeganistão que também têm base em Kandahar, Mohsen Sultani, disse à Agência Efe que só um dos talibãs conseguiu acionar seu colete de explosivos.

Samim Khpalwak, porta-voz do governador de Kandahar, afirmou à Efe que a segurança na região foi restabelecida e que a situação está “voltando à normalidade”. O próprio aeroporto já retomou suas operações comerciais depois do incidente.

O ataque ocorreu no mesmo dia em que o presidente do país, Ashraf Ghani, viajou a Islamabad para participar de uma conferência sobre o Afeganistão, onde reiterou seu compromisso com uma paz duradoura e com diálogos para que os talibãs desistam da violência.

Além disso, o atentado ocorreu menos de 24 horas depois de outro ataque coordenado contra um posto policial, que provocou a morte de dois radicais e ferimentos a dois agentes na mesma cidade.

Trata-se de uma das ações mais significativas dos talibãs neste ano, em um momento em que o grupo aumentou seu controle em várias áreas do Afeganistão. A principal ação, porém, foi a tomada temporária em setembro da cidade de Kunduz, no nordeste do país, a maior conquista militar desde a queda do regime em 2001.(Terra/EFE)

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