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Avião cargueiro russo cai no Sudão do Sul e deixa 41 mortos

Destroços do cargueiro russo que caiu hoje no Sudão/Foto: AP
Redação
Escrito por Redação

Pelo menos 41 pessoas morreram após a queda de um avião de carga de fabricação russa nesta quarta-feira no Sudão do Sul, logo após decolar do aeroporto da capital, Juba. O governo suspeita que uma falha do motor causou o acidente. Segundo o porta-voz da Presidência, Ateny Wek Ateny, um tripulante e uma criança que estavam a bordo da aeronave sobreviveram.
O avião, do modelo Antonov-12, levava 19 pessoas, incluindo 15 passageiros sudaneses e quatro tripulantes russos, dos quais 17 morreram. Além desses, o acidente deixou um número indeterminado de vítimas em terra, pois a aeronave caiu em uma área de residências rurais em uma pequena ilha do Nilo Branco, perto de onde alguns pescadores estavam trabalhando.

— Não sabemos o número de pessoas que foram mortas no chão — disse Ateny.

Um policial, que não quis se identificar, informou que ao menos 41 pessoas morreram, mas disse que o número poderia subir. Uma testemunha confirmou que também viu 41 corpos no local, enquanto outra pessoa relatou que um dos motores falhou antes do avião caiu.

Uma rádio local informou que o avião ia para Paloch no estado do Alto Nilo e caiu a apenas 800m da pista do aeroporto de Juba, que fica próximo ao Rio Nilo. Segundo relatos, partes da aeronave ficaram espalhadas na vegetação perto da água, enquanto o mau tempo no local está dificultando os trabalhos de resgate.

De Uganda, o porta-voz da missão diplomática russa que também supervisiona o Sudão do Sul, Radmir Gainanov, disse que a embaixada estava em contato com as autoridades locais, incluindo o Ministério da Defesa, para esclarecer os detalhes do acidente. Esta é o segundo acidente envolvendo uma aeronave russa nos últimos dias. No sábado, um avião que saiu do Egito com destino a São Petersburgo caiu na península do Sinai, matando as 224 pessoas a bordo.

O aeroporto de Juba é o mais movimentado do país devastado pela guerra que já dura quase dois anos e recebe regularmente voos comerciais, bem como uma série de aeronaves e aviões militares de carga que levam ajuda às regiões remotas.

O Sudão do Sul está imerso em um conflito civil desde dezembro de 2013, quando o presidente Salva Kiir acusou seu ex-vice, Riek Machar, de planejar um golpe de Estado. O embate político deu início a um ciclo de assassinatos de represália que dividiu o país. Mesmo após a assinatura de um acordo de paz em agosto, os violentos confrontos continuam, principalmente longe da capital.(G1/Globo.com)

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