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Balé Folclórico do Amazonas comemora 15 anos com espetáculos inéditos

Espetáculos inéditos marcam 15 anos do Balé Folclórico Am/Foto: Divulgação
Espetáculos inéditos marcam 15 anos do Balé Folclórico Am/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação
Espetáculos inéditos marcam 15 anos do Balé Folclórico Am/Foto: Divulgação

             Espetáculos inéditos marcam 15 anos do Balé Folclórico Am/Foto: Divulgação

A manifestação da arte num simples movimento de braço, num movimento de perna, ou em uma feição… é isto que, desde o ano de 2001, o Balé Folclórico do Amazonas traduz em sentimentos, acontecimentos históricos e costumes da região amazônica, em movimentos de dança aparentemente simples, mas que, em conjunto, tornam-se complexos.
E para comemorar o aniversário de 15 anos,foi preparada uma programação especial que vem acontecendo desde o dia 01 de agosto ao dia 09, encerrando com duas apresentações especiais do espetáculo Bem do Interior no Teatro Amazonas, integrando, também, as comemorações de 120 anos do principal cartão-postal da cidade de Manaus.

O Balé Folclórico do Amazonas, sob a direção de Conceição Souza, integra os Corpos Artísticos do Estado do Amazonas, e é um projeto idealizado, criado e mantido pelo Governo do Amazonas, via Secretaria de Cultura. Atualmente, conta com 33 integrantes, entre direção, ensaístas e bailarinos.

 Espetáculos no Teatro Amazonas

Para segunda-feira e terça-feira (08 e 09), a companhia está preparando uma programação especial onde apresentará, da área externa do Teatro, passando pelo hall e chegando à plateia do Teatro, todo o seu ateliê coreográfico. Na sala de espetáculos, serão apresentadas coreografias do Balé, um documentário que relata a história da companhia, e logo em seguida, a apresentação de um trecho do espetáculo Bem do Interior.

Bem do Interior é uma releitura de Conceição Souza que retrata um casamento típico do interior e as comemorações do evento, como as danças do Paneiro, o Boi-Bumbá e outras danças populares do Amazonas. A coreografia é assinada por Weldson Rodrigues, que foi maître de balé da companhia, e Marcus Vinicius, ex-integrante do Balé, que agora integra o Balé Estágio, de São Paulo.

Programação de aniversário

Até hoje, sexta-feira (05), o Balé Folclórico apresenta um pouco da sua trajetória em ensaios abertos à população, com a presença de alunos de diversas escolas ao redor do Gebes Medeiros (antigo Ideal Clube), casa de ensaios da companhia. As apresentações começam ainda na portaria do prédio e vão até o interior do Teatro Gebes Medeiros, onde acontecem rodas de conversas com integrantes do Balé e a exibição de um documentário dirigido.

“O objetivo principal do Balé Folclórico é resgatar as danças folclóricas regionais e estilizá-las nas formas de balé neoclássico e contemporâneo. Nós utilizamos também a parte teatral para fazer a costura das cenas apresentadas, já que nós não nos propomos a apresentar apenas uma dança folclórica, mas a nossa arte e a nossa cultura por meio da dança profissional”, explica Adam Souza, assistente de direção do Balé Folclórico do Amazonas.

Parcerias, peças marcantes e legado

Ao longo de 15 anos de existência, a companhia já apresentou diversos espetáculos que marcaram a sua trajetória. É o caso de Manaus Mana D’Água, que conta a história da chegada dos nordestinos ao Amazonas no período áureo da borracha. Outro espetáculo marcante na trajetória do Balé Folclórico foi Missa Cabocla, que retrata a religião e a fé dos habitantes do interior do Amazonas.

Além de apresentações solo, o Balé também faz apresentações em parceria com outros integrantes dos corpos artísticos do Estado, como a Orquestra de Violões do Amazonas. Juntos, a Orquestra e o Balé fizeram o espetáculo Amazonas em Cena, com músicas regionais. Além da Orquestra de Violões, o Balé também se apresentará até domingo com o Coral do Amazonas no espetáculo ABBA: Uma Geração Inesquecível, onde serão apresentadas canções marcantes da banda sueca.

Para Conceição Souza, diretora do Balé Folclórico, o Balé Folclórico evoluiu para uma excelente qualidade técnica ao longo de 15 anos de existência. “Quando o Balé foi criado, não tínhamos bailarinos de fato. Eram integrantes que vieram das danças folclóricas. Hoje, com a maioria dos nossos bailarinos sendo estudantes do curso de Dança da Universidade do Estado do Amazonas, podemos dizer que evoluímos, e muito!”, afirma.

Ainda segundo Conceição, é importante aflorar a criatividade dos integrantes do balé com a criação de performances, mas é imprescindível fazer o resgate das danças folclóricas que um dia já existiram. “Muitas das nossas danças tradicionais ou mudaram, ou perderam a sua essência, ou não existem mais. Costumo dizer que um Estado sem tradição não tem história. E se não há história, não existe povo. Por isso que um dos nossos principais objetivos é trazê-las de volta, para que o público conheça um pouco da sua história”, finaliza.

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