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Bancários encerram a greve e voltam ao trabalho

Assembleia dos bancários em São Paulo e regiões/Foto: Reprodução Twitter
Redação
Escrito por Redação

Após 31 dias de paralisação, bancários de alguns municípios já decidiram, hoje, quinta-feira (06), encerrar a greve da categoria, iniciada no dia 6 de setembro. As agências voltam a funcionar amanhã, sexta-feira (07). Há diversos sindicatos regionais discutindo neste momento se aceitam ou não a proposta dos bancos para encerrar a greve. No Amazonas, a tendência é de que os bancários, também, voltem ao trabalho.
A terceira oferta apresentada Fenaban (Federação Nacional do Bancos), na noite de ontem, quarta-feira, foi de reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

Assembleia dos bancários em São Paulo e regiões/Foto: Reprodução Twitter

Assembleia dos bancários em São Paulo e regiões/Foto: Reprodução Twitter

O acordo proposto pelos bancos tem validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real.

Greve nacional mais longa

A greve completou 31 dias nesta quinta-feira (6) e supera a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria e que tinha sido a mais longa até então com duração de 30 dias, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A greve de 2015 durou 21 dias.

Negociações

Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial – no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

Impacto nos serviços

A greve afetou os serviços bancários em todo o país, pois algumas situações não podiam ser resolvidas em canais de autoatendimento e outros meios alternativos.

Ontem, quarta-feira (05) 13.123 agências e 43 centros administrativos ficaram fechados segundo a Contraf, o correspondente a 55% dos locais de trabalho em todo o país. O dia em que foi registrado o maior número de agências fechadas foi 27 de setembro, quando 13.449 fecharam as portas.(G1)

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