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Bolt estreia vencendo eliminatórias dos 100 metros rasos com sobras

Usaim Bolt vence a primeira e está na semi dos 100 m rasos/Foto: Reuters
Usaim Bolt vence a primeira e está na semi dos 100 m rasos/Foto: Reuters
Redação
Escrito por Redação
Usaim Bolt vence a primeira e está na semi dos 100 m rasos/Foto: Reuters

       Usain Bolt vence a primeira e está na semi dos 100 m rasos/Foto: Reuters

Ovacionado e muito aplaudido pelo público no Engenhão, o jamaicano Usain Bolt estreou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, vencendo a sétima bateria das eliminatórias dos 100 m rasos, na manhã de hoje, sábado… e com sobras. O favorito completou a série com o tempo de 10s07 e chegou às semifinais controlando o ritmo, visivelmente, “tirando o pé” antes de cruzar a linha.
Como de costume, Bolt ganhou a aceleração ao longo da prova e, já a partir da metade de sua corrida, olhou quatro vezes para o lado para acompanhar o desempenho de seus adversários. Vendo que venceria com tranquilidade, diminuiu o ritmo para mesmo assim cruzar em primeiro.

Desta forma, ele termina a primeira eliminatória com o quarto melhor tempo e com uma marca inferior à de seu maior rival, o norte-americano Justin Gatlin, que também venceu com sobras a sua bateria mais cedo, a segunda do dia, com 10s01. O americano tem a melhor marca do ano na prova, com 9s80, mas quer mais.

“Eu me senti bem. Eu acho que eu vou ter que correr um pouco mais rápido para que meu tempo no ano [9s80] para ganhar esta medalha”, disse.

Passaram com o segundo e terceiro tempos, respectivamente, o marfinense Ben Youssef Meite (10s03) e o canadense Andre de Grasse (10s04). Outro favorito, o jamaicano Yohan Blake foi o sexto com 10s11. O brasileiro Vitor Hugo dos Santos marcou 10s36 na última bateria e foi eliminado, terminando em 48º.

As semifinais serão realizadas a partir das 21h (de Brasília) deste domingo.

Boltmania

A primeira aparição de Usain Bolt foi marcada por grande euforia no Rio de Janeiro. Diferente da última sexta-feira, quando o primeiro dia de atletismo foi marcado por um publico abaixo do esperado no Engenhão, assim como no futebol feminino.

A maior expectativa era por Bolt, e quando ele ainda aquecia para entrar na pista a arquibancada já festejava. E foi à loucura quando ele foi anunciado. Neste momento, Bolt pediu silêncio ao público e foi prontamente atendido. A largada ocorreu em um silêncio sepulcral, mas a euforia voltou com a chegada tranquila do jamaicano, já dando uma palhinha do show que deve oferecer nas próximas aparições.

Gatlin se impressionou com a atmosfera no Engenhão: “A multidão era bem grande. É a cultura para a festa, emoção. Vamos trazer isso para a pista”, disse.
Retrospecto

Bolt entrou na pista na sétima bateria das eliminatórias cercado de expectativa. Bicampeão olímpico da prova, ele causou apreensão ao abandonar a seletiva jamaicana de atletismo com uma lesão na coxa esquerda em julho. A decisão de se poupar na competição interna foi tomada para poupar o músculo avariado de um desgaste ainda maior, mas levantou dúvidas.

Desde então, o jamaicano só voltou a correr uma vez, em Londres, na etapa inglesa da Liga Diamante, mas só nos 200 m. No Rio de Janeiro, sua preparação ficou marcada pela reclusão e poucas aparições.

Justin Gatlin, por sua vez, chegou ao Rio de Janeiro como dono da melhor marca no ano nos 100 m (9s80). Em 2015, primeiro grande encontro entre os dois, Bolt venceu só por um centésimo. O histórico e o último duelo favorecem o jamaicano, mas a proximidade inspira preocupação.(UOL)

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