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Calote anunciado: saques na poupança comprometem setor imobiliário

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Redação
Escrito por Redação

Um dos principais sintomas da crise econômica brasileira é o próprio comprometimento das políticas sociais do Governo Dilma Rousself, mas que não justificam algumas decisões políticas precipitadas, que vem provocando o crescimento da inadimplência do projeto Minha Casa Minha Vida, hoje atingindo o patamar de 21,8%, registrado no último levantamento, segundo o Ministério das Cidades.

Nos tempos que o mercado tradicional convivia com a taxa de 1,7%, evaporou na perspectiva do Minha Casa Minha Vida.

 

O anúncio de uma terceira fase do programa para o segundo semestre desse ano é, por enquanto, uma agenda positiva que o governo tenta emplacar para diminuir sua grande rejeição social. Na esteira do projeto, entretanto, pode ir juntos as pretensões do Governo do Amazonas de construir 30 mil casas populares, 20 em Manaus, 10 mil no interior, com o apoio dos chineses.

 

O calote do Minha Casa Minha Vida tem raízes mais profundas. É apenas a ponta do iceberg de uma situação mais grave.

 

A inadimplência do Minha Casa Minha Vida está atingindo especialmente a faixa 1º do programa. Esse é o grupo que paga de R$ 25 a R$ 80,00 de prestação mensal. Os que pagarão até 5% do valor do imóvel que irão receber ou já estão morando.
A inadimplência no setor está atingindo os investimentos financiados pela poupança. Está havendo uma retirada descontrolada da poupança, e a previsão é que até o final do ano, não tenha mais dinheiro em caixa para financiamento de imóveis no país.

 

 

Desalojas os inadimplentes? – Muito difícil e improvável. A própria legislação protege contra essa ação mais extrema, e sabedores disso, muitos decidiram não pagar mais nada. Os custos serão rateados por todos os contribuintes brasileiros.

 

*Carlos Melchizedek, desenvolvedor de negócios, jornalista, Msc em Engenharia de Produção

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