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Carteiros do Acre querem gratificação por pilotarem motos, diz sindicato

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Para cobrar gratificação a carteiros que utilizam motocicletas no trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect) diz que vai acionar a empresa na Justiça do Acre.

A categoria alega não receber a gratificação, prevista em lei, de 30% por periculosidade para todo trabalhador que utiliza motocicleta. A lei federal 12.997, de 18 de junho de 2014, beneficia quem utiliza motocicleta ou motoneta no serviço.

Ao G1, os Correios alegam que foi feito um acordo com representantes dos trabalhadores em 2008 em que foi acertado o pagamento do adicional de Atividade de Distribuição e Coleta (AADC) em substituição ao adicional de periculosidade. A empresa ressalta ainda que a gratificação AADC tem a mesma natureza da de periculosidade e que o acordo foi decorrente das negociações realizadas diretamente com as representações dos empregados.

De acordo com a Federação dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), atualmente existem 375 trabalhadores nos Correios do Acre. Destes, 180 são carteiros, sendo que apenas 50 trabalham com motocicletas.

Diretora da Fentect no estado, Suzy Cristiny confirma que os trabalhadores recebem uma gratificação de 30% por Atividade de Distribuição e Coleta (AADC), porém, o adicional para os trabalhadores que utilizam moto, seria um benefício diferente.

“A empresa está alegando que não vai pagar os 30% para os motociclistas porque já paga os outros 30%. Um é para carteiros, independente se estão a pé, de bicicleta ou carro. Já o outro é específico para quem trabalha de moto. Ultimamente a empresa tem feito muitos ataques contra os direitos dos trabalhadores”, afirma a diretora.

Suzy diz ainda que está juntando toda a documentação necessária para, até o início da próxima semana, acionar a empresa. Ela diz que Os Correios alegam que não teriam recursos para pagar devido à crise financeira. Para Suzy, a justificativa seria uma manobra da instituição.

“É um número pequeno, que não justifica não pagar. A empresa alega um déficit e diz que não pode pagar seus empregados. Isso é uma argumentação que estamos rebatendo. Fizemos alguns estudos técnicos, a empresa não tem esse déficit que está alegando. Estão jogando para o trabalhador a culpa da crise financeira a qual a própria gestão da empresa é responsável”, rebate.

(JORNAIS NOTICIAS)

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