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Colombianos presos no Acre cobravam juros de até 20% ao mês

Redação
Escrito por Redação

A Polícia Federal (PF), com o apoio da INTERPOL, deflagrou no Acre, na terça-feira, 06, a “Operação Milionários”. A investigação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa, formada em sua maioria por cidadãos colombianos, que atuava no Estado do Acre praticando Usura Pecuniária, crime popularmente conhecido como “agiotagem”.Segundo a PF, foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 12 mandados de Busca e Apreensão. Mais de 60 agentes federais estão envolvidos nos trabalhos da operação. Homens da PF de Rondônia foram deslocados a Rio Branco para ajudar nos trabalhos.

 
Durante coletiva de imprensa, o chefe da Delegacia de Imigração, Frederico Ferreira, as investigações apontaram que um dos líderes da quadrilha estaria no Acre nesta terça-feira. Ele já teria passado pelo México e Peru, fazendo uma espécie de “auditoria” nas contas da organização. Com as informações da Interpol, foi preciso antecipar a deflagração.

“Tudo iniciou através de uma denúncia feita por outro colombiano. Começamos com apenas três investigados e fomos a sete, finalizando em dez. Depois, na segunda etapa, confrontamos informações e identificamos mais quatro agentes. Com uma interceptação telefônica, descobrimos que o líder deles viria ao Acre para auditar as contas. E ele já iria embora amanhã, de volta à Colômbia. Conseguimos provar como tudo funcionava, e a operação foi exitosa, com dezesseis pessoas presas”, comentou o investigador federal.

A investigação conseguiu descobrir que existia um sistema online para fazer todo o balanço das ações da organização criminosa. Em média, o bando pode ter movimentado mais de R$ 100 mil. Apenas numa das carteiras, ou seja, um dos envolvidos, a quantia pode chegar a mais de R$ 60 mil, apenas com a taxa de juros cobrada, o que, segundo a investigação, chegava aos 20% num único mês.

Ainda segundo o delegado, os estrangeiros serão mantidos no Brasil até que o processo seja finalizado. Após isso, será expedido documento ao Ministério da Justiça (MJ), solicitando que ambos sejam deportados do Brasil para o país de origem.

ENTENDA

O nome “Milionários” é uma menção ao time de futebol da Colômbia que durante parte de sua história movimentou recursos de fonte ilícita para aquisição jogadores; refere-se, ainda, ao estilo de vida dos envolvidos que moravam em condomínios de luxo na cidade de Rio Branco/AC e movimentaram grandes quantias de dinheiro.

(ac24horas)

 

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