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Com obras paradas há 5 anos, Luz Para Todos será retomado no Amapá

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Redação
Escrito por Redação

Com a intenção de garantir o acesso à energia elétrica de qualidade, gratuitamente, para milhares de pessoas que vivem no meio rural, o governo do Amapá está trabalhando para retomar as obras do Programa Luz Para Todos. Na tarde de quinta-feira, 2, no Palácio do Setentrião, representantes da Eletronorte, do Ministério de Minas e Energia, Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e o governador Waldez Góes reuniram-se para pontuar novos avanços do processo.Durante o encontro, foi estabelecido que, até o próximo dia 16 de julho, convênios na ordem de R$ 7 milhões, entre o Governo do Amapá e a Eletronorte, serão assinados, para que as obras sejam retomadas, através de licitações. Serão construídas linhas de distribuição de energia elétrica em várias comunidades rurais.

 

“Nessa segunda etapa, estima-se que mais de 12,2 mil consumidores sejam atendidos pelo Luz Para Todos. Quando iniciou o segundo bloco, quase sete mil famílias já haviam sido assistidas”, pontuou Rogério Lucas Dias, assessor do setor de planejamento e engenharia da Eletronorte.

Entre as primeiras medidas, o governador Waldez Góes destaca que tem buscado apoio político desde o início do ano junto ao Ministério de Minas e Energia para reestruturar e realinhar o programa no Amapá. Além disso, o governo já realizou o mapeamento das comunidades rurais do Estado que ainda não tinham sido identificadas pelo programa. O recadastramento foi feito pelo Batalhão Ambiental.

“O programa está revendo valores e possibilidades de ação, uma vez que o volume de recursos, que chega a quase R$ 155 milhões, ainda está disponível, mas os preços estão defasados e não vai haver realinhamento. Portanto, o governo tem que rever a engenharia, no sentido de reduzir os custos de implementação do programa”, informou Antônio Teles Junior, secretário de Estado do Planejamento.

As obras do programa Luz Para Todos foram paralisadas no Amapá em 2010. Na época, a energia do Estado foi dada como universalizada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Porém foi feito uma gestão junto à Aneel para rever a questão da universalização que nunca aconteceu. Estamos bem avançados”, pontuou Teles.

Na primeira etapa das obras, que iniciaram em 2006, quase 2,4 consumidores foram atendidos. Com a distribuição de energia elétrica estável o governo espera também garantir o desenvolvimento social e econômico das comunidades rurais, cooperando para a redução da pobreza e aumento a renda das famílias.

(Diário do Amapá)

 

 

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