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Cordão do Bola Preta arrasta mais de um milhão de pessoas no RJ

Um milhão de foliões no Bola Preta no RJ/Foto: Divulgação
Um milhão de foliões no Bola Preta no RJ/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Um mar de gente acompanhou o carro de som do Cordão da Bola Preta, na manhã de hoje, sábado (06), no centro do Rio de Janeiro. Como nos anos anteriores, o tradicional bloco de carnaval carioca arrastou mais de 1 milhão de foliões ao som de marchinhas e com samba no pé.
O desfile acontece na rua Primeiro de Março e avenida Presidente Antônio Carlos, durante a manhã e início da tarde. Os foliões começaram a se movimentar às 9h30, mas já a partir das 7h muitas pessoas já se concentravam pela região.

Na folia, houve crítica aos políticos e à crise na saúde pública brasileira. Bonecos do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, e do agente da Polícia Federal Newton Ishii, conhecido como “o japonês da Federal”, responsável por conduzir presos da Operação Lava Jato, eram carregados pelos foliões e deram o tom político à festa. Também não faltou o “pixuleco”, boneco do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva vestido com roupa de presidiário.

A situação da saúde foi o tema da fantasia do professor de educação física Rafael de Jesus Silva, de 29 anos. Morador de Campo Grande, bairro da zona oeste do Rio, ele participou do tradicional Cordão da Bola Preta vestido de mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. “Achei o momento oportuno para brincar sem esquecer a crítica ao descaso no combate ao mosquito, tanto dos políticos quanto da população. Acho que vou ajudar na prevenção”, disse.

Destaque entre os foliões, um grupo de 40 moradores de Bangu, na zona oeste do Rio, acordaram cedo para viajar até o centro da cidade, por cerca de uma hora, para participar do desfile. Fantasiados de homens da caverna e reunidos em um pequeno bloco de amigos e parentes, que batizaram de “Uga Uga do Catiri”, chamavam a atenção por causa dos corpos e rostos pintados de preto, além dos machados de plástico que carregavam nas mãos. “Desde 1996 venho para o Bola Preta, sempre com a mesma fantasia. É uma tradição de amigos”, informou o auxiliar de produção Fábio Prince, de 26 anos.

A contadora Norma Lúcia chegou cedo, com o tradicional vestidinho branco com bolas pretas. “Vinha quando era pequena e depois tive filhos e parei de vir. Mas há dez anos voltei a vir todos os anos. Daqui a pouco, minha filha chega com as colegas”, comentou. “É muita tradição Carnaval antigo, encontro dos amigos”.

A comerciária Berenice Mendes saiu de Vitória especialmente para curtir a Bola Preta. “Amo isso aqui de paixão. Minha mãe me trazia quando eu era criança e fui gostando. Carnaval está no sangue. Antigamente era menos violento, mas tomando cuidado, ficando pelos cantos, dá tudo certo”, contou.

Alguns incidentes marcaram a festa, como roubos de celulares e corre-corre decorrentes de furtos. Durante o desfile, grupos de policiais do DOP (Departamento de Operações Policiais) da PM agiram no local prendendo suspeitos. Segundo a polícia, o efetivo deslocado conta com 200 agentes.(UOL)

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