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Coronel Nunes é eleito vice-presidente da CBF e aguarda renúncia de Del Nero

Coronel Nunes recebeu 44 votos, eleito vice da CBF/Foto: CBF
Coronel Nunes recebeu 44 votos, eleito vice da CBF/Foto: CBF
Redação
Escrito por Redação

O coronel Antônio Carlos Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol, foi eleito hoje (16), vice-presidente da CBF. Candidato único e representante da Região Sudeste, ele foi eleito durante assembleia no auditório da entidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Das 67 federações estaduais e clubes das séries A e B com direito a voto, Nunes conseguiu apoio de 44. Houve ainda três votos contra, três em branco e cinco abstenções. Caso ocorra a renúncia de Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da CBF, Nunes assume a presidência por ser o vice-presidente mais velho, conforme determina o estatuto da entidade. Ele tem 79 anos.

O novo vice-presidente informou que considera a eleição uma continuação do trabalho iniciado na Federação de Futebol do Pará. Nunes afirmou que a função como vice-presidentes é colaborar com o presidente da melhor forma possível.

“Aceitar aquilo que deve ser modificado, atender e ouvir os clubes, refletir primeiro para depois decidir. Acredito que, nesse somatório, nesse conjunto de ações, poderemos melhorar muita coisa administrativamente e também o futebol dentro do campo, para alegria do torcedor brasileiro.”

O presidente em exercício da CBF, Marcus Vicente, que assumiu o cargo com a licença de Marco Polo Del Nero, admitiu que houve questionamentos para a eleição de Nunes, mas considerou a assembleia “absolutamente tranquila”.

Segundo ele, o edital publicado para convocação da eleição diante da vacância do cargo após a renúncia de José Maria Marin foi suficiente para que os clubes e as federações entendessem o momento importante que a confederação atravessa e a necessidade de compor todas as vagas da vice-presidência.

Marin foi preso no dia 27 de maio em Zurique, na Suíça, com outros dirigentes ligados à Federação Internacional de Futebol (Fifa), onde participaria de uma reunião da entidade máxima do futebol.

Polêmicas

Até ontem (15) à noite a eleição estava ameaçada pela decisão do juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, que suspendeu a assembleia geral e fixou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A desembargadora Cláudia Pires dos Santos Ferreira, da 6ª Câmara Cível do Rio, acolheu recurso da CBF e permitiu a realização da eleição de vice-presidente.

Para o presidente da Federação de Futebol de Pernambuco, Evandro Carvalho, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) garantiu a legalidade do pleito e, por isso, não deve haver contestação. “Não antevejo nenhuma possibilidade de questionamentos sobre a legalidade da assembleia”, afirmou.

Evandro Carvalho disse que não vê problemas na posse do presidente da Federação paraense como representante da Região Sudeste. Acrescentou que é a favor de mudanças no estatuto, de modo que tenha apenas uma vice-presidência executiva, ao contrário das cinco atuais. “Sou contra as cinco vice. Acho uma bobagem e uma perda de oportunidade para se consolidar uma liderança. Entendo, defendo e já propus quatro vezes uma reforma para uma única vice-presidência executiva.”.

Vice-presidente da CBF, Gustavo Dantas Feijó, ex-presidente da Federação Alagoana de Futebol, contestou a falta de cumprimento de artigos do estatuto, mas ponderou que, de acordo com o que está previsto no documento, a eleição representou um processo democrático. “Não se pode classificar isso como golpe, porque estaríamos colocando coisas que estatutariamente estão sendo cumpridas”, esclareceu.

Para o vice-presidente Delfim de Pádua Peixoto Filho, a eleição foi um golpe. “Jogada política, golpe, porque fazer uma eleição não é só o fato de pegar alguém do Pará e botar no Sudeste. Os vice- presidentes não foram ouvidos pela licença do presidente. Tem um artigo no estatuto que diz que o presidente para se licenciar tem de se reunir com os vice-presidentes. Ele não se reuniu conosco e nem pediu autorização para se licenciar. A licença dele é irregular”, concluiu.(Agência Brasil)

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