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Daniele Winits e Carolina Ferraz apresentam ‘Depois do Amor’, no Teatro Amazonas

Daniele Winits e C Carolina Ferraz/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

O Teatro Amazonas será palco da estreia nacional da comédia “Depois do Amor”, com as atrizes Daniele Winits e Carolina Ferraz. O texto, uma homenagem aos noventa anos de Marilyn Monroe é de Fernando Duarte, mesmo autor do sucesso “Callas”, e tem direção artística de Marília Pêra. As apresentações acontecerão em dezembro no Teatro Amazonas, em sessões no dia 05 (sábado), às 20h00 e no dia 06 (domingo), às 19h00. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro.
Marilyn Monroe, o simples nome sozinho, representa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para alguns, sugere o padrão absoluto da sensualidade feminina: beleza, graça e sofisticação. Para outros, vem à mente insegurança, infelicidade e tragédia. Mas para apreciar a vida complexa e fascinante dessa mulher enigmática, é preciso deixar de lado quaisquer noções preconcebidas sobre ela, tarefa, com certeza, difícil, considerando o seu status de iconoclasta.

Foi uma pessoa que superou dificuldades aparentemente intransponíveis para tornar-se não só respeitada e adorada, mas também, para muitos, a maior estrela de cinema do mundo. Embora grande parte de sua vida tenha sido dedicada a construir e manter sua carreira, Marilyn era apaixonada em particular pela busca à família. Buscava a estabilidade subtendida na ideia de um núcleo familiar. Infelizmente para ela, essa promessa não se cumpriu.

Talvez a verdadeira história de Marilyn gire em torno de algo, que ela, em seus melhores momentos possuía em abundância: esperança. Acreditava que tudo era possível. Era mais que apenas uma atriz famosa. Foi uma alma vulnerável, um espirito generoso, e um soldado corajoso na devastadora batalha com a própria mente.

“Depois do Amor” mostra que existiu uma outra Marilyn, uma mulher muito mais complexa, séria, mas também, extremamente divertida e inteligente.  A Marilyn humana, a mulher por trás do mito, era bem mais fascinante.

Dizer que nenhuma outra atriz vendeu tanto quanto ela, nem começa a explicar a importância que teve para o mundo do cinema. Ainda hoje é vista nas vitrines da vida como uma referência que nunca sai de moda. No entanto, por trás do sorriso fotogênico, era uma pessoa frágil e vulnerável, tinha uma combinação de esplendor e anseio que a destacava. Longe dos holofotes, sem a maquiagem que a transformava no mito Marilyn Monroe, às vezes, passava despercebida. Era uma mulher muito simples e amada pelas pessoas de seu circulo mais próximo. E é justamente esse lado menos conhecido, o lado mais humano que o espetáculo pretende mostrar. Cinquenta e três anos após sua morte, ainda é capaz de fascinar e inspirar. A Marilyn viva promoveu um caso de amor com o mundo e, morta, provocou uma espécie de necrofilia em massa. Sim, teve e mantém a espantosa fama que tantos almejam – mas, além disso, tinha uma incrível doçura que tocava a todos.

O espetáculo

Em 1962 Marilyn iniciou as filmagens de “Something’s  got to give”, seu último filme, que ficaria inacabado. Para assinar os figurinos, ela convidou o famoso estilista Jean Louis.  Nos primeiros 16 dias ela não apareceu no set alegando uma sucessão de enfermidades. Quando finalmente decidiu trabalhar, estava alguns quilos mais magra e foi preciso ajustar todos os vestidos. Jean enviou uma de suas assistentes a casa que Marilyn tinha acabado de comprar.

Margot Taylor, a bela assistente de Jean Louis, era uma velha conhecida de Marilyn. Se conheceram em 1952, nos bastidores de um filme e ficaram amigas. Na época, Margot era namorada de Joe DiMaggio, mas logo que conheceu Marilyn, ele se apaixonou perdidamente, rompeu com Margot e se casou com a sexy symbol. O casamento durou apenas nove meses. Margot perdeu o namorado e a amiga. Dez anos depois, a vida se encarregou de colocar as duas frente a frente para um acerto de contas.

Dirigido por Marilia Pêra e protagonizado por Danielle Winits e Carolina Ferraz, o espetáculo é um estudo da alma feminina – esta pode ser uma definição para o projeto “Depois do Amor”. Ou não: o espetáculo pode ser um pouco mais do que isto. Em cena, um dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação do glamour, da feminilidade e da carência afetiva, e Margot, uma mulher comum. Apesar das diferenças abissais entre os dois mundos, perceptíveis de imediato, a mesma prisão as aproxima, a dificuldade de se afirmar com autonomia em um mundo controlado pelos homens e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto.

Enquanto experimenta os belos vestidos, elas falam do passado, dos amores, das alegrias, lembram relatos engraçados, as aflições e vislumbram um  futuro, futuro este, que a Deusa do cinema não teve, já que faleceu aos trinta e seis anos.

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