Amazonas Colunas Tefé minha saudade

Dia 03 de abril: Sociedade Farisaica

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

Atualmente, estamos vivenciando uma disputa de poder, às vezes pensamos que a situação pela qual passa o nosso país é desesperadora, que ninguém fala a verdade, que tudo está errado; só nós somos bons. Li um texto escrito pelo padre palotino (Xiko), autor de vários textos da revista “Rainha dos Apóstolos” e, nos dá um grande ensinamento.
“Nossa sociedade traz resquícios da sociedade farisaica, cujos fariseus se diziam cumpridores das leis, mas, na verdade, não as cumpriam. O termo “fariseu” tem origem no aramaico e quer dizer “separado”. Os fariseus foram um grupo religioso-político do século II antes de Cristo, conhecidos por serem escrupulosamente observantes da lei. Eles colocavam todo o valor na prática da lei, mas não a cumpriam. Consideravam-se superiores, melhores que os demais, sentiam-se como vigias, guardas da observância da lei, mas eram falsos, mentirosos, enganadores e, especialmente, orgulhosos. Foi um dos grupos que mais combateu Jesus e seu ensinamento. Sentavam separados dos demais por se considerarem melhores.

A sociedade atual ainda carrega os traços do farisaísmo, pois nos dividimos em grupos que se intitulam, os superiores, os bons, os certos, os donos da verdade, os donos das leis, os que tudo podem.

Vivemos numa sociedade que critica a violência, mas não cultiva o amor nem o respeito, não zela pela natureza, não respeita as leis de trânsito, joga lixo em qualquer lugar, esbanja água e desperdiça comida.

Somos uma sociedade farisaica, pois vivemos criticando os poderes públicos, e com razão, mas não fazemos nosso dever de cuidar de nossas calçadas, de resíduos e das sobras de nossas casas.

Somos uma sociedade farisaica quando brigamos por segurança, mas não respeitamos as faixas de segurança, ultrapassando em qualquer lugar de rua.

Somos uma sociedade farisaica toda vez em que criticamos a falta de educação, mas não respeitamos as filas; quando não pedimos licença para passar, quando não somos gentis com os mais idosos.

Somos uma sociedade farisaica quando exigimos dos outros, qualidade no atendimento, mas somos, incapazes de dar um sorriso, um aperto de mão ou um elogio.

Somos uma sociedade farisaica, e bota farisaica nisso, quando “cuidamos” mais da vida dos outros do que da nossa própria vida.

São Paulo foi um fariseu, mas deixou-se alcançar por Cristo. Nós também podemos ser alcançados pelo Senhor, por que não?(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

Comentários

comentários

Deixe seu comentário

error: Ops! não foi dessa vez.