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Dia de Campo aborda citricultura no Amazonas, em Iranduba

A cobertura vegetal em demonstração em Iranduba/Foto: Embrapa
Redação
Escrito por Redação

Os benefícios do uso de coberturas vegetais e novos porta-enxertos para a citricultura amazonense são o tema de um Dia de Campo que acontece hoje, quarta-feira, no município de Iranduba (AM).
O evento, intitulado Coberturas Vegetais e Novos Porta-Enxertos na Citricultura do Amazonas, é promovido pela Embrapa Amazônia Ocidental, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O objetivo do Dia de Campo é divulgar, entre técnicos, extensionistas e agricultores, alternativas para o manejo de plantas daninhas, os benefícios do uso de coberturas vegetais e os novos porta-enxertos para a citricultura do Amazonas, que podem promover a preservação do solo, a redução dos custos e o aumento da produtividade dos pomares de laranja, limão e tangerina no Estado.

Conforme o pesquisador da Embrapa e um dos coordenadores do evento, Marcos Garcia, a citricultura amazonense tem papel estratégico no abastecimento do crescente mercado local e contribui para a redução dos preços desses alimentos, que têm seus valores acrescidos devido às longas distâncias existentes entre Manaus e os principais polos produtores de citros.

Conforme Garcia, a atividade citrícola na região é favorecida pelas condições climáticas adequadas para a produção ao longo do ano, com excelente regime de pluviosidade. No entanto, os cultivos no Estado ainda carecem de tecnologias importantes para o aumento da produtividade. “Dentre as demandas tecnológicas destacam-se os plantios estabelecidos com poucas variedades de porta-enxertos e copas; o uso de mudas sem garantia fitossanitária; o alto custo dos insumos; e a utilização excessiva de herbicidas para o controle do mato, assim como a ocorrência de pragas e doenças. Além disso, faz-se necessário o uso de técnicas de manejo de espécies de cobertura vegetal em pomares de citros visando à supressão de plantas infestantes e conservação do solo”, destacou o pesquisador.

Durante o Dia de Campo acontecem visitas às Unidades Demonstrativas (UD) onde o manejo de coberturas vegetais e os novos porta-enxertos estão sendo avaliados, na Fazenda Santa Rosa e no Campo Experimental do Caldeirão, em Iranduba. Os porta-enxertos avaliados vieram da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA) e foram trabalhados nos últimos 20 anos. “São ótimos materiais para a região tropical, que conferem uma qualidade de fruto e uma produtividade da planta razoável. Nosso propósito aqui (na UD instalada no Caldeirão) é testar nas nossas condições e deixar aqui como uma vitrine para os produtores”, ressaltou Garcia.

O Dia de Campo é atividade do projeto Pesquisa e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento da Citricultura no Estado do Amazonas. O evento – coordenado pelos pesquisadores da Embrapa, Marcos Garcia e Terezinha Garcia – conta com apoio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Programação

08h30 – Recepção e credenciamento;

08h45 – Abertura;

9h – Visita à Unidade Demonstrativa:

Estação 1 – Fazenda Santa Rosa: Implantação e manejo de coberturas vegetais em pomares de citros no Amazonas, com José Eduardo Borges de Carvalho e Cícero Cartaxo de Lucena, da Embrapa Mandioca e Fruticultura;

Estação 2 – Fazenda Santa Rosa: Período crítico de interferência de plantas infestantes na citricultura do Amazonas, com José Ferreira da Silva e Gerlandio Suassuna Gonçalves, da Universidade Federal do Amazonas;

Estação 3 – Campo Experimental do Caldeirão: Avaliação de porta-enxertos para citricultura do Amazonas, com Terezinha Batista Garcia, da Embrapa Amazônia Ocidental, e Cláudio Luiz Leone Azevedo, da Embrapa Mandioca e Fruticultura;

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