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Dia Internacional da Mulher: Dia de Reflexão(Por Raimunda Gil Schaeken)

Professora Raimunda Gil Schaeken(AM)
Redação
Escrito por Redação

As mulheres representam 51,25% da população brasileira e, segundo o IBGE, de 2000, elas ocupam 41% dos postos de trabalho, têm em média 3 anos a mais de escolaridade que o homem, e estão presentes em quase todas as profissões, o que demonstra sua capacidade. Além do mais, ainda recaem quase que exclusivamente sobre a mulher os trabalhos domésticos e os cuidados com os filhos e os idosos.
A consagração à mulher de um dia internacionalmente reconhecido significa mais do que uma homenagem a que ela tem direito por sua atuação na História da Humanidade. Significa algo mais. Significa a luta pela igualdade de direitos, de mão-de-obra e os meios de comunicação influenciaram o processo de emancipação da mulher.

Na Revolução Francesa (final do século XVIII), os direitos da mulher já eram questionados e reclamavam-se oportunidades iguais na educação, no trabalho, na política, e maior participação social.

A Revolução Industrial constituiu um marco importante nesse processo: até então, a mulher, restrita à função maternal e doméstica, quase não participava da atividade produtiva. Mas nas cidades, onde se concentrava a atividade industrial, iniciou-se uma importante mudança.

O processo acentuou-se em fins do século XIX e a partir das duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945). Na ausência dos homens, envolvidos na guerra, as mulheres passaram a prover as necessidades da família, e, com o grande avanço da ciência e da tecnologia, tornaram-se significativa parcela da mão-de-obra. Nesse período, também se intensificou a luta por direitos políticos, como o direito de votar.
No Brasil, as mulheres conseguiram o direito de voto com a promulgação da Constituição de 1934. Na França, tiveram de esperar até 1944.

A data de 8 de março foi fixada pela Organização das Nações Unidas, em 1975, porque foi nessa data que ocorreu pela primeira vez no mundo uma greve de mulheres. Eram operárias de uma fábrica em Nova Iorque, nos Estados Unidos, que reivindicavam igualdade salarial e redução de jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias. As manifestações foram fortemente reprimidas e 129 operárias foram queimadas vivas dentro da fábrica.

Esse acontecimento representa um março na luta contra a violência em relação à mulher.

As mulheres são as maiores vítimas da violência. A cada 5 segundos uma mulher é agredida, porém elas estão mais conscientes de seus direitos e reagem mais às agressões. É um reflexo da Lei Maria da Penha que tem ajudado muito nesse processo.

Chegou a hora de mudar essa realidade, pois nenhuma sociedade será justa enquanto a maioria da população for discriminada, oprimida e explorada.

Quando a mulher ganha um salário menor que o homem, quem perde é a família, que dispõe de menos recursos para bancar suas despesas.
Perde a sociedade, porque o Estado irá arrecadar menos impostos, portanto, reduz os recursos para aplicar na saúde, educação, moradia, água etc.
Ganha o patrão, que aumenta os seus lucros ao usar o salário menor da mulher para rebaixar o salário de toda categoria.

Quando uma mulher é oprimida ou agredida, quem perde é a humanidade, uma vez que na mulher ficará a cicatriz no corpo e na alma. Quanto ao homem, ficará a mácula da covardia por usar a força bruta para mostrar uma superioridade que a vida já demonstrou que não é verdadeira.

Ao declarar a igualdade dos direitos das mulheres, estaremos afirmando um direito que decorre da própria natureza humana e, assim, estaremos fazendo justiça a quem a sociedade deve tanto: a mulher, como profissional, mãe, esposa e filha.

Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.(Raimunda Gil Schaeken – Tefeense, professora aposentada, católica praticante, membro efetivo da Associação dos Escritores do Amazonas – ASSEAM e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas – ALCEAR.)

N.B.: Celebra-se o Dia da Mulher em 30 de abril.

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