Saúde

Diretor de Ensino e Pesquisa da FMT é eleito para a presidência da SBMT

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Redação
Escrito por Redação

O diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD), pesquisador Marcus Vinícius Guimarães Lacerda, foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e estará no comando da entidade no biênio 2015-2017. Ele foi escolhido para a função durante o 51º MedTrop – o Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – a que terminou nesta quarta-feira (17), em Fortaleza. A diretora-presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, disse que é uma honra para a instituição que um pesquisador de seus quadros seja escolhido para estar à frente de uma entidade tão importante. “O doutor Marcus Lacerda, que nasceu em Brasília, veio para Manaus para fazer sua residência médica, há aproximadamente 15 anos, e desde então tem se dedicado e colocado seu entusiasmo e competência a serviço do desenvolvimento da assistência, do ensino e da pesquisa, na área de Medicina Tropical, em nosso Estado”, afirmou Graça Alecrim.

 
Doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília em parceria com a Universidade Nova York, Lacerda coordena, desde 2007, o Centro Internacional de Pesquisa Clínica em Malária (CIPCliM) em Manaus e, desde 2004 é especialista em Saúde Pública do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia). Também é membro do Comitê de Assessoramento Técnico do Programa Nacional de Controle da Malária e do Subcomitê de Terapêutica em Malária, do Ministério da Saúde.

Logo após ser eleito, em entrevista à Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Marcus Lacerda falou de sua experiência como médico infectologista e pesquisador da área, destacou a importância de investir na formação de jovens pesquisadores e ressaltou a necessidade de que o Brasil adote políticas de saúde que mais eficientes no sentido de eliminar as doenças tropicais que são endêmicas no País.

“Precisamos mensurar melhor a carga dessas doenças, além de motivar estudos de economia em Saúde, que estimem os custos que o País ainda tem que assumir, enquanto poderíamos estar nos dedicando mais a outras doenças crônico-degenerativas”, disse Lacerda. Ele destacou que o Brasil é pioneiro na gestão das endemias tropicais e precisa, agora, voltar-se para mostrar ao mundo como fazer a eliminação dessas doenças e não apenas o seu controle. “É o caso da Malária, por exemplo”, frisou o pesquisador.

Ao comentar sobre a formação de jovens pesquisadores, Lacerda ressaltou que a sociedade precisa contar com a imensa experiência dos pesquisadores veteranos, mas não pode deixar de buscar atrair jovens pesquisadores para a área. “Penso que é importante continuar, por exemplo, investindo nas mídias sociais para alcançar e despertar o interesse dos jovens estudantes no universo da pesquisa. É necessário haver uma maior divulgação dos programas de residência médica em Medicina Tropical, que estão disponíveis em Manaus, São Paulo e Cuiabá. É fundamental estimular a capacitação de jovens médicos idealistas e com perfil para seguir a carreira acadêmica”, afirmou.

 

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