Amazonas Formal & Informal

Há divergências na condução da greve dos policiais Civis e Militares

PMs e policiais Civis em confronto internos antes da greve.
Redação
Escrito por Redação

O movimento grevista iniciado pela Polícia Militar do Amazonas por questão salariais e suposta falta de estrutura para trabalhar, acabou por dividir um outro movimento, o dos policiais civis.

Enquanto parte dos policiais civis liderados pela direção do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil (Sindeipol), decidiu apoiar o movimento iniciado pelos PMs que chegaram a invadir a Assembléia Legislativa do Estado (ALEAM) na quarta-feira (14), outra parte chefiada pela direção do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) decidir não apoiar o movimento, sob a justificativa de aguardar uma reunião agendada com o governador José Melo para a quinta-feira (22).

O vice-presidente do Sindeipol, James Figueiredo, criticou o presidente Moacir Maia e o vice Odiley Araújo por não apoiarem desde já o movimento: “Esta entidade Sinpol está sem credibilidade nenhuma e já não representa mais os policiais civis”, disse James.

Policiais civis e militares mudaram a estratégia e desistiram da ocupação da ALEAM para se aquartelarem na sede da Associação dos Cabos e Soldados na Avenida Torquato Tapajós, onde estão decidindo os rumos do movimento.

As lideranças grevistas tantos de policiais civis quanto de militares estão direcionam as críticas ao governador do Estado, que segundo eles, tem culpa pelo que vem ocorrendo e pela violência que a população vem experimentando nas ruas.

As lideranças criticam o governador por não querer negociar com os policiais depois destes terem sido fundamentais em sua reeleição no ano passado. Seria mais ou menos uma conta de campanha, que estariam colocando no tabuleiro de negociações com o executivo.

O perigo é o movimento grevista crescer e ter reflexos nas paralisações de delegacias, Cicoms, viaturas e de policiais e, evidente, quem vai pagar o pato será a população já que a violência, que já é crescente nas ruas, vai crescer ainda mais. “O governador tem sua parcela de culpa pela situação de caos na segurança”, afirma James Figueiredo.

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