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Dois caciques são presos em operação da polícia federal em Rondônia

Nacoça Pio Cinta Larga e Marcelo Cinta Larga
Redação
Escrito por Redação

Entre os presos da Operação Crátons, desencadeada na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal em Rondônia e em mais nove estados, estão os índios Marcelo Cinta Larga, cacique da aldeia Roosevelt, e o cacique e líder indígena Nacoça Pio Cinta Larga. Os dois são acusados de contrabandear diamantes da Reserva Roosevelt, onde o garimpo proibido acontece há anos na região.

Os pedidos de prisão, condução coercitiva e mandados de busca e apreensão foram feitos pela própria Polícia Federal. Os suspeitos não serão recambiados para sede da superintendência em Porto Velho, segundo informações da assessoria de imprensa. “Somente os documentos apreendidos serão trazidos para a capital”.

A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de prisões nas cidades de Cacoal e Espigão do Oeste. Segundo a PF informou ao RONDONIAGORA, a Justiça Federal determinou ainda buscas em Porto Velho (1 Condução e 1 busca), Ariquemes (1 condução e 1 intimação), Ouro Preto do Oeste (1 condução e 1 busca), Machadinho do Oeste (1 condução), Espigão do Oeste (8 prisões, 3 conduções, 15 buscas e 1 intimação) e Cacoal (3 prisões, 6 conduções, 8 buscas e 1 intimação). A investigação é um desmembramento direto da Operação Lava Jato.

Cerca de 220 policiais federais dão cumprimento a 90 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 41 de busca e apreensão, 35 de conduções coercitivas, além de 3 intimações para comparecimento a oitivas. Os mandados estão sendo cumpridos no Distrito Federal (18) e nos estados de Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso e Pará.

A Justiça Federal também determinou o sequestro de um imóvel, bem como do dinheiro encontrado nas contas dos principais investigados para o ressarcimento dos danos ambientais praticados.

A investigação apurou que uma organização criminosa, formada por empresários, advogados, comerciantes, garimpeiros e até indígenas, era responsável por financiar, gerir e promover a exploração de diamantes no chamado “Garimpo Lage”, localizado no interior da Reserva Indígena Parque do Aripuanã e de usufruto dos indígenas da etnia Cinta Larga.

A PF também identificou a participação de uma cooperativa e de uma associação indígena na extração ilegal dos diamantes.

Fonte: RONDONIAGORA

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