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DPE-AM estuda ação para derrubar aumento absurdo de energia elétrica

Vereador Samuel(PHS): " nunca vi coisa igual, absurdo"/Foto: Tiago Correa
Vereador Samuel(PHS): " nunca vi coisa igual, absurdo"/Foto: Tiago Correa
Redação
Escrito por Redação

A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), Especializada em Interesses Coletivos, em conjunto com a Comissão de Defesa do Consumidor (CMM) e demais órgãos, realizam reunião às 10h30, amanhã, quinta-feira (29), para traçar a ação contra o aumento de 39% nas contas de energia elétrica. Participantes: Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado, Defensoria Pública da União, Procon Manaus, Procon Estadual e OAB.

Durante a sessão plenária realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), hoje, quarta-feira (28), o vereador Professor Samuel (PHS), criticou o reajuste de 38,8% na bandeira tarifária do consumidor, cobrada pela concessionária Amazonas Distribuidora de Energia. O aumento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ontem (27), e começa a valer a partir do dia 1º de novembro.

Em seu discurso na tribuna, o parlamentar afirmou que a medida é abusiva, pois este será o terceiro aumento no reajuste tarifário apenas em 2015, enquanto deveria realizado uma vez por ano. A medida vai atingir cerca de 900 mil unidades consumidoras localizadas no estado do Amazonas.

“Eu nunca vi na história desse País algo semelhante. O cidadão terá que pagar duas vezes por esse reajuste já que a indústria, com certeza, vai repassar o aumento para o consumidor pagar. É um absurdo”, criticou o vereador, relembrando que, em 2014, o aumento de energia para os consumidores residenciais foi de 15,57%.

Conforme divulgado pela Aneel, o efeito médio para consumidores rurais, os pequenos estabelecimentos de comércio e serviços, considerados unidades de baixa tensão, será de 39,10%. As grandes indústrias serão impactadas com um reajuste médio de 42,55%, superior ao reajuste de 22,62%  ano passado.

“Dessa forma eles forçam o aumento do consumo ilegal de energia, porque sabemos que muitas famílias não têm condições de arcar com todo esse custo. Que o Governo Federal cubra esse rombo no orçamento da concessionária. Não podemos ser penalizados pela ineficácia desse sistema elétrico”, frisou o vereador Professor Samuel.

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