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DPE e MP são chamados a reverter tarifa de R$ 3,54

Redação
Escrito por Redação

Vereador aciona a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), contra o reajuste de 12,37% na tarifa do transporte coletivo urbano de Manaus, que eleva a passagem de ônibus para R$ 3,5408 (R$ 3,54) por decisão judicial da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), na tarde dessa sexta-feira (08) e amplamente divulgada nos órgãos de imprensa do Amazonas.

O Ministério Público (MPE) também foi acionado pelo vereador Waldemir José (PT) para que os órgãos tomem providências e revoguem a decisão do TJ-AM, devido ser de interesse público e por ser implantada em um período de grave encolhimento da economia pela qual passa a sociedade amazonense.

Waldemir disse que também vai entrar com Projeto de Resolução para que seja realizada uma auditoria externa nas planilhas de custo do transporte público da cidade de Manaus. Com isso, ele quer que os custos reais da tarifa sejam revelados à população.

Trabalhadores do sistema

Informes extraoficiais, no entanto, tentam justificar o aumento da tarifa de ônibus com base no próximo reajuste salarial da categoria de trabalhadores dos transportes coletivos. Ou seja, o Sindicato deve entrar com pedido de 20% de reajuste salarial na sua data base, nesse dia 1º de Maio.

Hoje, o sistema conta com mais de 9.500 trabalhadores, com salários variando de acordo com a função desempenhada por cada um. O motorista, que hoje ganha R$ 2.093 de salário, mais cesta básica de R$ 700,00 e Plano de Saúde, Insalubridade e outros benefícios e o cobrador, que recebe R$ 1.043,00 mais R$ 700,00 de cesta básica, mais plano de saúde, de uma forma ou de outra, vinculam o reajuste da tarifa aos seus ganhos.

“Eles devem ter seus reajustes de 20% na data base, cobertos pelo caixa feito com a nova tarifa”, acredita o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de Oliveira.

Por sua vez, os empresários alegam que o último reajuste da passagem de ônibus aconteceu em março de 2013, portanto três anos trabalhando com a mesma tarifa. Na época eles conseguiram 9,09% elevando a passagem de R$ 2,75, para R$ 3,00, valor que permaneceu até hoje. Esse é o segundo aumento de tarifa dado na administração do prefeito Arthur Neto (PSDB), que está sendo chamado a interceder contra o aumento da passagem, assim como fez com o aumento abusivo do IPTU.

Os trabalhadores rodoviários preferiram não se posicionar sobre o aumento da passagem de ônibus. A diretoria do Sindicato alega que essa questão não afeta a categoria, nesse primeiro momento. Eles estão se preparando para as negociações salariais e pelo reajuste de acordo com o que ficar decidido em assembleia da categoria.

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