Amazonas Formal & Informal

Eduardo foi para o “tudo ou nada” e pode perder até o ministério

Eduardo Braga perde batalha jurídica no Amazonas.
Redação
Escrito por Redação

E agora ministro Eduardo Braga? Essa é a pergunta que está circulando por todo o Amazonas depois de anunciada a decisão da desembargadora Socorro Guedes, no TRE do Amazonas, que manteve o governador José Melo (Pros) no cargo, mesmo com o recurso ordinário indo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ser julgado em instância superior.

Após o pedido de posse imediata, feito por Eduardo, ter tornado sem efeito, as atenções se voltam para a reunião do PMDB, em Brasília, nesse dia 29 de março, quando os ministros, deputados e senadores vão dizer se permanecem ou não na base de apoio ao governo Dilma Rousseff.

Caso decida aceitar a decisão do grupo comandado pelo vice-presidente Michel Temer, que hoje coordena a ‘operação golpe Brasil’, o ministro Eduardo Braga terá de deixar o Ministério das Minas e Energia e voltar ao senado, ou rachar com a sua base partidária. O próprio Temer disse não admitir infidelidades às decisões do partido “infiel”. Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi o primeiro a deixar o ministério do Turismo. Ele pediu demissão do cargo, nesse dia 28, e abre caminho para outros da base do governo.

O desespero do Eduardo em conseguir uma decisão favorável no TRE, nesse dia 28, tem a ver com a decisão do PMDB. Ele queria se “calçar”, se empoleirar no governo, para justificar uma saída honrosa do Ministério e ainda garantir a cadeira no Senado para a sua dele. Tudo indica que não vai permanecer. Nem no governo, nem no ministério, nem na prefeitura com os três possíveis candidatos (Hissa, Rota e Alexandra Campelo e nem dar ordem no senado.

Até porque, o governo Dilma Rousseff já fez um mapeamento dos cargos disponíveis nos ministérios e nos estados, a serem distribuídos para outros partidos aliados. Amanhã vai haver um racha no PMDB.

Com isso Eduardo terá que entregar o ministério. Há quem diga, que ele já não é mais ministro e não sabe ainda da decisão da presidente. Ou sabe e não quis divulgar. A presidente não deixou ele vir ao Amazonas para a entrega de geradores, no último dia 23. Ele aportou aqui no dia 24, para pregar a bocas miúdas, que já teria a decisão favorável a ele. Tinha até gabinete pronto e cadafalso para os inimigos, montado em praça pública. Ou seja, Eduardo queria “sair bonito na foto”, mas o filme queimou e ele passa de caçador a caça em apenas um dia. O tiro saiu pela culatra.

O desespero de Braga ainda era pontuado pela janela partidária, que termina no dia 02 de abril. Se ele conseguisse o seu intento, acabaria com o partido do governador, o Prós. A revoada seria inevitável. Agora, a janela inverteu. O PMDB é quem corre risco de perder o que ainda resta de seu quadro.

O pessoal que estava em cima do muro, e não eram poucos, tinha pulado para o lado do Eduardo, quando seus assessores diretos garantiram que o chefe estaria no cargo. Pularam todos para o barco do Eduardo. Agora não tem mais como voltar. Já tinha até gente comprando roupa nova para a posse, mas terão que esperar a decisão do TSE, que pode sair em até dois anos, ou ser extinto por lá mesmo.

É certo que haverá uma batalha jurídica pela frente, certamente, mas com o governador José Melo no cargo e com a vantagem de poder aglutinar forças mais facilmente. Isso lhe dará uma dianteira vantajosa.

Enquanto isso, para o Eduardo Braga resta acompanhar a “guerra interna” da sua legenda, que é parte efetiva e decisória do governo, mas que ameaça pular do barco ao perceber a possibilidade de tirar proveito da situação, inclusive, tomando a presidência da República com uma leva de deputados citados em crimes de corrupção, o principal deles, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

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