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Em depoimento, ex-diretor-geral da Câmara desmente Cunha

Atualmente, o deputado afastado é réu em duas ações no STF/Foto: Divulgação
Redação
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Atualmente, o deputado afastado é réu em duas ações no STF/Foto: Divulgação

Atualmente, o deputado afastado é réu em duas ações no STF/Foto: Divulgação

Em depoimento em uma das ações penais da Lava Jato contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-diretor-geral da Câmara dos Deputados Sérgio Sampaio desmentiu pontos importantes da defesa do deputado afastado.

Chefe da área administrativa na gestão do peemedebista, Sampaio afirma que o então presidente da Câmara demitiu o responsável pela área de informática por suspeita de que ele tivesse relação com o vazamento à imprensa de informações técnicas que o ligavam ao esquema de corrupção da Petrobras.

“Logo após esse fato, o então presidente Eduardo Cunha achou que ele (o funcionário) teria tido alguma participação nesse episódio, fazendo algum tipo de denúncia contra ele, e achou por bem retirá-lo”, disse Sérgio Sampaio.

Em abril de 2015 a Folha de S.Paulo revelou que requerimentos suspeitos de terem sido usados para achacar uma fornecedora da Petrobras, apresentados pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha, tinham na verdade como autor, nos registros eletrônicos da Câmara, a expressão “dep. Eduardo Cunha.”

No mesmo dia da publicação da reportagem, Cunha demitiu o chefe do Cenin (Centro de Informática) da Câmara, Luiz Antonio Souza da Eira. Ele sempre negou que a demissão tivesse relação com o vazamento de informações relacionadas ao requerimento.

Dizia que a dispensa do funcionário se deu por divergências administrativas com o subordinado.
Ainda no depoimento ao Supremo, Sérgio Sampaio -hoje secretário da Casa Civil do governo do Distrito Federal- afirmou que a orientação da Câmara era a de que os deputados não repassassem a ninguém a senha “pessoal e intransferível” que usavam para acessar o sistema eletrônico da Casa.

Um dos argumentos do peemedebista é o de que seu nome aparece nos requerimentos suspeitos porque ele e a maioria dos outros deputados repassavam suas senhas a assessores. E que eles podem ter auxiliado a deputada Solange Almeida a elaborar os requerimentos.

“Nossa recomendação, como diretor da Câmara, era que não fizesse. Todas as pessoas que recebiam a senha tinham a responsabilidade de zelar pela sua senha, agora dizer que isso não acontecia, eu não posso atestar”, disse Sampaio.

Uma das primeira menções ao nome de Cunha no petrolão partiu do doleiro Alberto Yousseff, delator da Lava Jato, segundo quem Cunha usou requerimentos na Câmara para achacar fornecedoras da estatal.
Atualmente, o deputado afastado é réu em duas ações no STF e alvo de outros inquéritos, além de responder a um processo de cassação na Câmara.

(NOTÍCIAS AO MINUTO)

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