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Empresários iniciam construção do maior frigorífico de pescado de Rondônia

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Escrito por Redação

Com a formalização da carta de intenções junto ao Banco da Amazônia (Basa), nesta terça-feira, um grupo de empresários paulistas deu início ao empreendimento de um grande frigorífico de pescado do Estado. Antes, durante a manhã, os empresários estiveram reunidos com o vice-governador Daniel Pereira, secretário de estado da agricultura (Seagri), Evandro Padovani, e com representantes de modais de transporte fluvial e marítimo para ajustes no transporte da produção para a Europa, Estados Unidos e África.

O grupo de empresários que vai construir a Rondônia Indústria e Comércio de Alimentos, numa área de 50 mil m² (5 hectares), no Distrito Industrial de Porto Velho, já atua no ramo de pescado há mais de dez anos em São Roque (SP) e em Miami (USA). “Estamos investindo R$ 72 milhões na construção da cadeia completa de frigorífico, com fábricas de farinha de peixe e de ração, congelamento e envasamento de porções de peixe fresco, até a mais nova tecnologia de embalagem sous vide, desenvolvida na França, que garante a durabilidade de pratos prontos (peixes e molhos) por até 18 meses. Pretendemos processar 30 toneladas de pescado por dia”, explica Arthur Labes, diretor presidente do grupo empresarial.

Ao término da construção, no início de 2017, a Rondônia Alimentos contará mais de 200 funcionários diretos e promoverá a geração de mais 2 mil postos de trabalho indiretos. “Estes empregos são de grande importância para Rondônia, pois além de qualificar técnicos em alta tecnologia, agregando valor aos nossos produtos, vai de encontro ao programa de industrialização preconizado pelo governador Confúcio Moura, gerando um aumento significativo na arrecadação estadual”, justifica o vice-governador, Daniel Pereira.

Evandro Padovani, secretário da Seagri, afirma que a integração entre indústrias e modais de transporte fluviais e marítimos, completa o ciclo produção-industrialização-entrega dos produtos do Estado. Rondônia é o maior produtor de pescado nativo em cativeiro do Brasil; o sistema de escoamento da produção (estradas municipais, estaduais e federais) estão sempre mantidas em perfeita trafegabilidade; a assistência técnica aos produtores está garantida pela Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia).

Continuando, Padovani diz que “as instituições financeiras apóiam o nosso modelo de crescimento (Basa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos comerciais) e grandes grupos empresariais estão dispostos a investir em Rondônia. Com o alinhamento das empresas de transporte, o escoamento da produção industrial fica facilitado e nos coloca em grande vantagem para atender os mercados externos”.

“Durante a construção da Rondônia Alimentos, iremos terceirizar o processamento a fim de dar vazão à grande produção, principalmente de pirarucu. Numa segunda fase iniciaremos a produção e comercialização de peixe fresco para o mercado interno (Rondônia), na razão de 10% da produção; 30% para os outros estados brasileiros e na terceira fase exportaremos os outros 60%, para os Estados Unidos e Europa, onde já temos negócios em andamento”, detalha Arthur Labes.

Um dos objetivos buscados pela Rondônia Alimentos é o fornecimento de pescado de baixo custo para países da África, dentro do programa da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations, em português: Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), que promove a erradicação da fome no mundo.

(Rondoniagora)

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