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Estudantes desenvolvem pesquisa sobre hábitos alimentares, em Boca do Acre-AM

Professora Maria Antonia Bessa/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

A falta de bons hábitos alimentares é um dos grandes problemas encontrados na sociedade contemporânea. Com o surgimento de novas tendências gastronômicas, como os fast foods, a alimentação tornou-se um dos grandes desafio para a saúde, devido à falta de nutrientes e ao excesso de gorduras que vem sendo cada vez mais consumidos.
Tendo em vista esta problemática mundial, que também se evidencia no município de Boca do Acre, no interior do Amazonas, a professora Maria Antônia Pereira Bessa, observou que os jovens do município haviam mudado seus hábitos alimentares. Por meio de uma pesquisa conseguiu detectar que 80% dos estudantes preferem refeições com enormes quantidades de gordura e de sódio, deixando de lado as frutas e as verduras. “O objetivo é conscientizar os alunos da escola e até mesmo a comunidade envolvida nas atividades, como pais e familiares de um modo geral, sobre a importância de levar hábitos alimentares saudáveis. Tentamos mostrar que tipo de alimentos eles não podem deixar de ingerir”, destacou.

Desta forma surgiu o projeto “alimentação saudável” do Programa Ciência na Escola (PCE), que recebe o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Com esta iniciativa também foi possível verificar que pelo menos três estudantes, da mesma escola, haviam padecido problemas de saúde causados pela deficiência de nutrientes próprios dos alimentos cultivados na região. Foi por este motivo que junto aos seus 5 cientistas júnior do projeto, Bessa iniciou uma pesquisa observacional sobre a alimentação dos jovens. “A gente observou na hora da merenda, que eles deixavam de levar uma fruta, que muitas das vezes tem em casa, para comprar e consumir merendas gordurosas e com bastante açúcar”, afirmou a professora pesquisadora.

Para Levy Frota, da escola estadual Barão de Boca do Acre, a qualidade dos alimentos da merenda escolar também dificultam a adoção de uma dieta balanceada. “Temos, na merenda escolar, alimentos que não são saudáveis e que não fazem bem à saúde. Com a entrada do PCE e o projeto Alimentação Saudável, nós pudemos abordar esta problemática”. Da mesma forma o jovem cientista afirmou que pretendem construir uma horta escolar com o objetivo de amenizar a falta de verduras e legumes nas refeiçoes.

Uma das novidades desta horta é que será construída de forma suspensa, visando a sua manutenção após o período de enchente, que todos os anos alaga a cidade. Eduardo Soares, estudante do 1º ano do ensino médio, contou detalhes sobre a construção promovida
pelos escolares. “Será construída para que a alagação não chegue perto. Terá treze canteiros em estilo de estufa e com irrigação própria. Com isso ajudaremos na promoção da alimentação saudável como também estaremos garantindo o tempero para os alimentos preparados na escola”, enfatizou o cientista júnior.

Estudante Levy Frota/Foto: Divulgação

                                                 Estudante Levy Frota/Foto: Divulgação

...e Eduardo

                                                    …e Eduardo Soares/Foto: Divulgação

Assim, o projeto consolida sua iniciativa estimulando hábitos saudáveis que venham fortalecer a saúde de forma geral.(Hernan Gutiérrez Herrera)

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