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EUA confirmam morte do número 2 do Estado Islâmico, na Síria

EUA confirma morte de comandante do EI/Foto: AP
Redação
Escrito por Redação

Os Estados Unidos mataram, ontem, quinta-feira (24), em um ataque na Síria, o considerado número dois do grupo jihadista EI (Estado Islâmico), Abd al Rahman Mustafa al Qaduli, segundo o Pentágono.
Durante uma entrevista, o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, informou que as tropas americanas eliminaram uma série de “líderes” da organização extremista ao longo da última semana.

“Estamos eliminando sistematicamente o gabinete do Estado Islâmico. De fato, matamos vários líderes do EI nesta semana, incluindo, achamos, que entre eles está Haji Imam, que servia como ministro das Finanças e era responsável por alguns assuntos externos e operações (terroristas)”, disse.

Carter se referia a Al Qaduli, conhecido por vários nomes, e o descreveu como um terrorista “bem conhecido”, responsável por organizar ações do grupo fora do Iraque e da Síria. Porém, quando perguntado sobre a morte do integrante da cúpula do EI, Carter admitiu que “líderes podem ser substituídos”.

“No entanto, esses líderes comandaram durante um longo tempo. São superiores, experientes”, acrescentou.

Carter foi acompanhado na entrevista do chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Joseph F. Dunford. Ambos não deram detalhes da operação, que, segundo a imprensa americana, ocorreu na Síria. Fontes da emissora CNN, por exemplo, afirmam que o ataque foi realizado por forças especiais americanas que estão no país e que os EUA seguiam os movimentos do terrorista há tempo.

Al Qaduli era um dos quatro líderes do EI considerados como “chave” pelos EUA, que ofereciam até US$ 7 milhões por informações relativas a ele.

O Departamento de Estado o descrevia como “um líder do EI que voltou a se unir ao grupo na Síria após ter saído da prisão no início de 2012”.

Al Qaduli entrou na Al Qaeda do Iraque em 2004 e foi o “número dois” do líder da organização, Abu Musab al Zarqawi. Em maio de 2014, foi designado pelo Departamento de Tesouro como terrorista e, portanto, estava sujeito a sanções.(UOL/Efe)

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