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Ex galã da Globo vira professor de luta para sobreviver

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Redação
Escrito por Redação

Protagonista de Uga Uga, novela das sete exibida pela Globo em 2000, Claudio Heinrich está sem contrato com emissora de TV há dois anos, desde que foi dispensado pela Record. Hoje, aos 43 anos, sua atividade principal não é mais a de ator: ele sobrevive dando aulas de jiu-jítsu para adultos e adolescentes em uma academia na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ex-paquito de Xuxa Meneghel, Heinrich está no ar nesta semana na reprise resumida de Uga Uga no quadro Novelão, do Vídeo Show.

O interesse pelo jiu-jítsu começou em 1995, quando Heinrich interpretou seu primeiro personagem na TV. Em Malhação, ele era Dado, um lutador de judô e jiu-jítsu. O ator praticava artes marciais (judô e tae kwon do) desde criança, mas se aperfeiçoou para o papel que interpretou durante três anos e nunca mais largou o esporte. O salário de um professor de artes marciais depende da academia e do nível do profissional, mas em média não passa de três salários mínimos (R$ 2.640).

Em 2015, Heinrich ocupou o segundo lugar no ranking dos melhores atletas da categoria faixa preta leve adulto, segundo a Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro.

No ano passado, em comemoração aos 20 anos de Malhação, a Globo promoveu um encontro entre o ator, protagonista da primeira temporada da novela, e Arthur Aguiar, que interpretava o lutador de muay thai Duca.

Na emissora, Heinrich começou a carreira como paquito do Xou da Xuxa (1986-1992). Além de Uga Uga, em que fez o índio Tatuapú, e de Malhação, ele participou de tramas como Era Uma Vez (1998) e Coração de Estudante (2002) e foi apresentador do Globo Ecologia (1999). Em 2005, trocou a Globo pela Record, onde fez sete novelas _entre elas, Prova de Amor (2008), Bela, a Feia (2010) e Pecado Mortal (2013), seu último trabalho na TV Malhação.

Vida de galã

Logo que estreou em Malhação, Heinrich se tornou um dos maiores galãs de sua geração na TV. Era um dos campeões de cartas na Globo. Em Uga Uga, ele ficava sem roupa, só de tanga, na maioria das cenas. “Até hoje não me sinto bem andando de sunga. Imagina naquela época para eu quebrar aquela barreira. Mas fiz laboratório com índios no Xingu e depois ficava à vontade em Copacabana [onde muitas cenas eram gravadas]. As pessoas [da produção] tinham até que mandar, ‘Claudio, vai botar um roupão'”, contou em entrevista ao Vídeo Show no último dia 25.

O assédio dos fãs foi de cartas gigantescas até um ponto drástico. Em 2006, o ator estava em uma boate no Rio de Janeiro quando um fã pediu uma foto. Heinrich aceitou, mas não quis se deslocar para o lugar para o qual a pessoa havia sugerido. Diante da negação, o rapaz atirou um copo de vidro no rosto do ator, que registrou boletim de ocorrência. Na ocasião, o fã chegou a ser preso.

Dez anos depois, a vida pessoal de Claudio Heinrich passa longe de problemas como esse. Casado com a produtora cultural Cláudia Colpo desde 2014, teve seu primeiro filho, Karl, em novembro de 2015. “Ser pai é melhor que surfar”, ele declarou pelo Instagram. O ator foi procurado pelo Notícias da TV, mas não quis dar entrevista.

(Noticias da tv)

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