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Extremista do Estado Islâmico mata policial e sua companheira na França

Em novo atentado, policial e companheira são mortos na França/Foto: AFP
Em novo atentado, policial e companheira são mortos na França/Foto: AFP
Redação
Escrito por Redação

A França sofreu um novo ataque terrorista, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), com o assassinato, em plena Eurocopa, de um policial e sua companheira.
O agressor, identificado como Larossi Abballa, um francês de 25 anos, matou a facadas um policial de 42 anos que estava em trajes civis em um bairro residencial de Magnanville, ao oeste de Paris.

Testemunhas afirmaram que ele gritou Allah Akbar (Deus é grande) no momento da agressão.

Larossi Abballa se entrincheirou em seguida na residência da vítima, que foi rapidamente cercada pela força de elite da polícia. Após negociações que não deram resultado, os agentes invadiram o local e mataram o criminoso.

“Ao entrar, as forças de segurança encontraram o corpo de uma mulher e o agressor foi abatido”, disse o procurador de Versalhes.

A mulher, companheira do policial assassinado, trabalhava como secretária na delegacia de Mantes-la-Jolie, oeste da capital francesa.

Os agentes resgataram o filho do casal, de três anos, em estado de choque, mas ileso. A criança recebeu atendimento médico.

O ataque aconteceu dois dias depois do massacre de Orlando (Estados Unidos), reivindicado pelo EI, que deixou 49 mortos e 53 feridos em uma boate gay, e em plena Eurocopa, que está sendo disputada na França sete meses depois dos atentados de novembro de 2015 em Paris (130 mortos), também cometidos pelo grupo extremista.

O presidente francês François Hollande classificou nesta terça-feira de “incontestável ação terrorista” os assassinatos.

“A França enfrenta uma ameaça terrorista de grande importância”, advertiu o presidente.

Antes do ataque, Abballa jurou lealdade ao chefe do grupo Estado Islâmico (EI) há três semanas e tinha em seu poder uma lista de possíveis alvos de atentado, segundo Molins.

Ele também prometeu, em um post no Facebook, transformar a Eurocopa em um “cemitério”.

“Vamos converter a Eurocopa em um cemitério”, afirmou Larossi Abballa no vídeo assistido por David Thomson, jornalista da rádio RFI, antes de ser retirado do ar.

Durante as negociações com os policiais, o extremista informou ser muçulmano praticante e que há três semanas jurou lealdade ao comandante do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, segundo declarou Molins à imprensa.

A polícia também encontrou na residência do extremista uma lista de objetivos, com nomes de personalidades, policiais e rappers.

Também foram achados telefones celulares, facas e uma faca ensanguentada sobre uma mesa.

Três pessoas supostamente ligadas a Abballa foram detidas nesta terça, segundo fontes policiais.

O ataque foi condenado pela organização que representa os muçulmanos na França, bem como pela Alemanha e os Estados Unidos, onde o massacre de Orlando foi cometido igualmente por um único indivíduo, ou “lobo solitário”.

O criminoso, nascido na localidade de Mantes-la-Jolie, a oeste de Paris, já havia sido condenado em 2013 a uma pena de três anos por integrar uma rede jihadista que pretendia “preparar atos terroristas”.

A rede, que tinha vínculos na França e Paquistão, facilitava o recrutamento, a formação física e ideológica, assim como o envio ao Paquistão de jovens voluntários para a jihad armada, informaram fontes próximas à investigação.

Fichado por radicalização, Abballa também foi citado em uma investigação recente sobre uma rede extremista síria, de acordo com as fontes.

“Tenho sede de sangue, Allah é testemunha”, havia declarado Abballa a um amigo, por telefone, em uma conversa grampeada.

Pouco depois do anúncio dos assassinatos, a agência Amaq, vinculada ao Estado Islâmico, anunciou que um combatente do EI matou um policial e sua companheira perto de Paris, de acordo com o SITE, o centro americano de vigilância de portais extremistas.

Fontes policiais informaram antes mesmo do comunicado da Amaq que Larossi Abballa havia alegado pertencer ao EI durante as negociações com as forças de segurança.

O primeiro-ministro Manuel Valls manifestou “a solidariedade de toda a nação com os policiais”, ao mesmo tempo que incentivou o país a “rejeitar o medo, a combater o terrorismo”.

Sete policiais morreram nos últimos quatro anos na França em atentados islamitas, mas esta foi a primeira vez que um deles foi atacado em sua residência, ao lado de um integrante de sua família.

Desde os atentados de novembro em Paris, a França vive um clima de ameaça terrorista e adotou dispositivos de seguração mais rígidos.

Em 24 de novembro de 2015, o EI divulgou um vídeo em que combatentes francófonos do grupo ameaçavam os franceses com novos ataques contra suas “casas”.(Terra/IstoÉ)

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