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Fitocosméticos: Amazonas quer espaço em mercado internacional

Jornadas de Desenvolvimento discute fitocosméticos/Foto: Valdo Leão
Redação
Escrito por Redação

Um mercado que cresce globalmente 12% ao ano, e que pode gerar faturamento de até US$ 1,6 bilhão, na experiência de sucesso de uma empresa norte-americana que explora produtos oriundos do açaí, está à disposição dos investidores no Amazonas no setor de bioeconomia, o qual inclui fitocosméticos, um dos temas abordados na segunda rodada de discussões das Jornadas do Desenvolvimento, no Amazonas.
O potencial de produção local relaciona óleos essenciais, corantes naturais, óleos vegetais, adoçantes naturais, além de insumos de castanha, açaí, e copaíba entre outros produtos.

“É necessário integrar e difundir conhecimento acumulado por instituições de ensino e pesquisa como Ufam e UEA para os produtores do interior”, afirmou o diretor de Ações Estratégicas de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Seplancti) André Willerding, na apresentação do programa para o desenvolvimento do setor de fitocosméticos. Segundo Willerding, o Amazonas é um celeiro riquíssimo com características únicas de clima e diversidade que o diferenciam de outros centros, o que permite alto nível de competitividade no mercado.

Produtos intermediários – O desenvolvimento de empresas de produtos intermediários para o fornecimento de insumos deve demandar uma distribuição geográfica. Óleo vegetal tem forte potencial na região de Tefé, Carauari e Juruá, por exemplo, o que direcionaria para lá a definição de políticas públicas que garantam a organização de cooperativas, a difusão de conhecimento e tecnologia. “É preciso integrar conhecimentos. É necessário a aplicação de tecnologia e nanotecnologia para a estruturação e fortalecimentos das empresas de produtos intermediários”, defendeu o pesquisador.

Na abertura da reunião, o secretário de estado de Planejamento Thomaz Nogueira, destacou que as discussões técnicas que estão sendo realizadas nas Jornadas de Desenvolvimento, envolvendo pesquisadores, produtores e especialistas serão essenciais para a definição da nova matriz econômica do Estado. “É provável que tenhamos as soluções para todos os problemas, mas teremos com certeza um mapeamento preciso dos setores com potencial econômico”, avaliou. O mercado internacional é uma meta possível, afirmou Nogueira. “Temos deveres de casa, mas tem as condições necessárias, que são o vastíssimo potencial no setor de bionegócios”, garantiu.

Diversificação – As Jornadas de Desenvolvimento têm como tarefa definir ações para a diversificação da economia dentro de uma nova Matriz Econômica Ambiental para o Estado do Amazonas, incluindo a economia dos recursos naturais, além do modelo Zona Franca. Grupos de trabalho temáticos estão formulando propostas de construção de eixos de desenvolvimento em oito setores prioritários: aquicultura e piscicultura, fruticultura, produtos florestais madeireiros e cosméticos. Também serão debatidas propostas para as áreas de fármacos, turismo, energia e minérios, logística e comunicação.

A realização das Jornadas de Desenvolvimento são um desdobramento do Fórum Matriz Econômica Ambiental, realizado pelo Governo do Estado, no início de março, no Amazônia Golf Resort, com a participação de embaixadores e diplomatas de dez países, pesquisadores e ambientalistas. Esse Fórum, por sua vez, foi resultado das discussões travadas durante a participação da delegação do Amazonas na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 21), em Paris, no ano passado.

As Jornadas de Desenvolvimento estão sendo organizadas pelas Secretarias de Estado de de Planejamento (Seplan-CTI), Secretaria de Estado de Produção (Sepror) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

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