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Governadora de Roraima pede ajuda para melhorar fornecimento de energia

Redação
Escrito por Redação

A precariedade no abastecimento de energia elétrica enfrentada por Roraima foi um dos principais assuntos da lista de dificuldades enfrentadas pelo estado e levada pela governadora Suely Campos para a reunião com a presidenta Dilma Rousseff, hoje (23), no Palácio do Planalto. De acordo com a governadora, a situação da energia é grave, afeta a vida da população e tende a piorar caso não seja solucionada nos próximos meses.

Segundo Suely Campos, o estado precisa de uma carta de anuência da Fundação Nacional do Índio (Funai) para que Roraima possa estar interligada ao Sistema Interligado Nacional de Energia. Ela disse que há resistência por parte dos índios porque parte da linha de transmissão terá que passar pela Reserva Waimiri-Atroari.

Há 15 dias, os moradores de grande parte do estado ficaram sem luz durante três horas. “A situação da nossa energia elétrica é muito precária e preocupante. O estado está com a energia caótica”, afirmou. Devido à falta de manutenção, o fornecimento vindo da Venezuela, que antes era de 210 megawatts (MW), diminuiu para 130 MW.

Para a governadora, a dificuldade no abastecimento poderia emergencialmente ser resolvida caso fosse construída mais uma usina termelétrica no estado. O estado tem atualmente quatro usinas e, segundo Suely Campos, essa “saída, de imediato”, duraria pelo menos quatro meses para sair do papel.

Outra possibilidade de suprir a falta de energia no estado, informou a governadora, está na parceria com uma empresa coreana para a construção de uma unidade de energia eólica que ficaria pronta em 2016 e geraria 100 MW. Os coreanos já visitaram Roraima e, segundo a governadora, ficaram “otimistas” com a quantidade de vento no estado, mas essa possibilidade ainda está na fase de negociações.

De acordo com a chefe do Executivo de Roraima, Dilma se comprometeu a fazer um estudo sobre essa e outras demandas o “mais rápido possível” e se posicionar sobre elas. Suely Campos também apresentou à presidenta a necessidade de conversas com o governo venezuelano para que a produção de soja no estado, que atualmente ocupa uma área de 25 mil hectares, seja escoada pelo Puerto Cabello, na cidade de mesmo nome.

(Notícias ao Minuto)

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